Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 – 28/05/2021

28-05-2021

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgam o relatório n.º 9 de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19. O relatório inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (Rt), nacionais e por região de saúde.

Do presente relatório, destacam-se os seguintes pontos:

  • O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 60 casos, com tendência ligeiramente crescente a nível nacional;
  • O valor do Rt apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,07) e nas regiões de saúde do Centro (1,05), de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) (1,14) e do Alentejo (1,16), sugerindo uma tendência crescente, mais acentuada nesta última região;
  • Mantendo-se esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos/100 000 habitantes será de 31 a 60 dias para o nível nacional e de 15 a 30 dias para as regiões de LVT e Alentejo;
  • O número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência ligeiramente decrescente, correspondendo a 22% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas;
  • Ao nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,3%, valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%. Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias;
  • A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 6,2%, mantendo-se abaixo do limiar de 10%;
  • Nos últimos sete dias, 89% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados 82% dos seus contactos;
  • Com base na sequenciação genómica de amostras recolhidas em maio, cuja análise ainda está em curso, a prevalência estimada da variante B.1.1.7 (associada ao Reino Unido) para o continente foi de 87,2%;
  • Até 26 de maio, foram identificados, por confirmação laboratorial, 97 casos da variante B.1.351 (associada à África do Sul). Existe transmissão comunitária desta variante;
  • Até 26 de maio, foram identificados, por confirmação laboratorial, 133 casos da variante P.1 (associada a Manaus, Brasil). Existe transmissão comunitária desta variante;
  • Até 26 de maio, foram identificados 46 casos da variante B.1.617 (associada à Índia), 37 casos da linhagem B.1.617.2. A sequenciação genómica revelou várias introduções distintas desta variante em Portugal. A ausência de ligação epidemiológica em alguns dos casos mais recentes pode indicar a existência de transmissão comunitária da mesma;
  • Observa-se transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde. O aumento dos valores do índice de transmissibilidade (Rt) e o aumento da frequência de novas variantes de preocupação devem ser acompanhados com atenção durante as próximas semanas, em especial nas regiões com maior transmissão.

Monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 | Relatório nº 9 – 28/05/2021

imagem do post do Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 – 28/05/2021