Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 – 28/01/2022

28-01-2022

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgam o relatório n.º 44 de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19. O relatório inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (R(t)), nacionais e por região de saúde.

Do presente documento, destacam-se os seguintes pontos:

  • O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 6 496 casos, com tendência crescente a nível nacional e em todas as regiões;
  • No grupo etário com idade superior ou igual a 65 anos, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 1 980 casos, com tendência crescente a nível nacional;
  • O R(t) apresenta valor igual ou superior a 1, indicando uma tendência crescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2 a nível nacional (1,16) e em todas as regiões. A região Centro foi aquela em que se registou o valor mais elevado do R(t) (1,27);
  • O número de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no Continente revelou uma tendência estável, correspondendo a 58% (na semana anterior foi de 60%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas;
  • A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 18,3% (na semana anterior foi de 15,5%), encontrando-se acima do limiar definido de 4,0% e com tendência crescente. Observou-se um aumento do número de testes, para deteção de SARS-CoV-2, em especial de testes rápidos de antigénio, realizados nos últimos sete dias;
  • A média móvel de sete dias da proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 11,4% (na semana passada foi de 7,5%), acima do limiar de 10,0%;
  • A variante Omicron (BA.1) é dominante em Portugal, tendo atingido uma proporção estimada máxima (~93%) entre os dias 7-9 de janeiro de 2022. Desde essa data, tem-se verificado um decréscimo da proporção de amostras positivas com “falha” na deteção do gene S (indicador de caso suspeito de BA.1), possívelmente relacionado com a entrada em circulação da linhagem BA.2 (também classificada como Omicron pela OMS). No entanto, a frequência relativa estimada da linhagem BA.2 não tem revelado um aumento acentuado e consistente nas últimas duas semanas;
  • A mortalidade específica por COVID-19 (52,2 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) apresenta uma tendência crescente. Este valor corresponde a uma classificação do impacto da pandemia como muito elevado;
  • As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento duas a cinco vezes menor do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em novembro. As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte três a seis vezes menor do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em dezembro. Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por COVID-19 para quase seis vezes em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo;
  • A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade muito elevada, com tendência crescente a nível nacional. A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são elevados. Dado o rápido aumento de casos, mesmo tendo em consideração a provável menor gravidade da doença provocada pela variante Omicron (BA.1), é expectável impacto na sociedade em termos de absentismo escolar e laboral e um aumento de pressão sobre o todo o sistema de saúde e na mortalidade, recomendando-se a manutenção das medidas de proteção individual e a intensificação da vacinação de reforço.

Monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 | Relatório nº 44 – 28/01/2022
Resumo da análise de risco | Relatório nº 44 – 28/01/2022

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