Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 – 16/07/2021

16-07-2021

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgam o relatório n.º 16 de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19. O relatório inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (Rt), nacionais e por região de saúde.

Do presente relatório, destacam-se os seguintes pontos:

  • O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 372 casos, com tendência crescente a nível nacional;
  • O valor do R(t) apresenta valores superiores a 1 ao nível nacional (1,12) e em todas as regiões de saúde, indicando uma tendência crescente. Esta tendência crescente é mais acentuada nas regiões Norte e Algarve, que apresentam um R(t) de 1,24 e 1,15, respetivamente;
  • O limiar de 240 casos/100000 habitantes na taxa de incidência acumulada a 14 dias já foi ultrapassado a nível nacional e nas regiões Norte, LVT e Algarve. A manter-se a taxa de crescimento atual, estima-se que o tempo até que as restantes regiões atinjam este limiar seja inferior a 15 dias;
  • O número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo a 72% (semana passada 56%) do valor crítico definido de 245 camas ocupadas;
  • A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 4,9% (semana passada 4,5%), valor que ultrapassou o limiar definido de 4%. Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias;
  • A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 4,6% (semana passada 4,5%), mantendo-se abaixo do limiar de 10%;
  • Nos últimos sete dias, 86% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados os contactos de 63% de todos os casos notificados;
  • A variante Delta (B.1.617.2), inicialmente associada à Índia, é a variante dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 88,6% dos casos avaliados na semana 26 (28 de junho a 4 de julho) em Portugal;
  • A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade e tendência crescente, disseminada em todo o país e que afeta todas as idades, atualmente com maior impacto nas regiões Norte, LVT e Algarve. No último mês, o aumento da atividade epidémica, associado ao predomínio crescente da variante Delta, tem condicionado um aumento gradual na pressão dos cuidados de saúde, em especial na ocupação dos Cuidados Intensivos e nas regiões LVT e Algarve.

Monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 | Relatório nº 16 – 16/07/2021

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