Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 – 04/06/2021

04-06-2021

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgam o relatório n.º 10 de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19. O relatório inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (Rt), nacionais e por região de saúde.

Do presente relatório, destacam-se os seguintes pontos:

  • O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 71 casos, com tendência crescente a nível nacional;
  • O valor do Rt apresenta valores superiores a 1 ao nível nacional (1,08) e em todas as regiões de saúde sugerindo uma tendência crescente. Esta tendência crescente é mais acentuada na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT);
  • Mantendo-se esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos/100 000 habitantes será de 15 a 30 dias para o nível nacional e menos de 15 dias para a região de LVT;
  • O número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência ligeiramente decrescente, correspondendo a 21% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas;
  • Ao nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,3%, valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%. Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias;
  • A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 7,1%, mantendo-se abaixo do limiar de 10%;
  • Nos últimos sete dias, 89% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados 83% dos seus contactos;
  • Com base na sequenciação genómica de amostras recolhidas em maio, cuja análise ainda está em curso, a prevalência estimada da variante B.1.1.7 (associada ao Reino Unido) para o continente foi de 87,7%;
  • Até 02 de junho, foram identificados, por confirmação laboratorial, 104 casos da variante B.1.351 (associada à África do Sul). Existe transmissão comunitária desta variante;
  • Até 02 de junho, foram identificados, por confirmação laboratorial, 139 casos da variante P.1 (associada a Manaus, Brasil). Existe transmissão comunitária desta variante;
  • Até 02 de junho, foram identificados 74 casos da linhagem B.1.617.2 (associada à Índia). A sequenciação genómica revelou várias introduções distintas desta variante em Portugal. A ausência de ligação epidemiológica em alguns dos casos mais recentes pode indicar a existência de transmissão comunitária da mesma;
  • Observa-se transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde. Os aumentos dos valores do índice de transmissibilidade (Rt) e da frequência de novas variantes de preocupação devem ser acompanhados com atenção durante as próximas semanas, em especial quanto a regiões com maior transmissão e ao seu reflexo no aumento do número de hospitalizações, em especial na população sem esquema vacinal completo.

Monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 | Relatório nº 10 – 04/06/2021

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