Registo Nacional de Anomalias Congénitas – Relatório 2018-2019

26-01-2022

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do seu Departamento de Epidemiologia, divulga o relatório do Registo Nacional de Anomalias congénitas (RENAC), referente aos anos de 2018 e 2019. Os resultados apresentados, referem-se às notificações de casos reportados ao RENAC até agosto de 2021 e serão atualizados em relatórios posteriores.

O RENAC, com dados disponíveis desde 1997, é um registo nosológico de base populacional que recebe notificações da ocorrência de Anomalias Congénitas (AC) em Portugal, sendo reportados os casos com AC diagnosticados nos recém-nascidos, fetos-mortos e nos fetos submetidos a interrupção médica da gravidez, após o diagnóstico de malformação grave.

São objetivos deste registo: i) fornecer informação essencial sobre a epidemiologia das AC em Portugal; ii) manter um sistema de vigilância que permita detetar novas exposições teratogénicas; iii) avaliar o impacto do diagnóstico pré-natal; iv) manter uma base de dados disponível para a investigação na área das AC, acessível a profissionais de saúde e à comunidade cientifica; v) integrar a rede europeia de registos de AC.

Do relatório 2018-2019 apresentado, destacam-se os seguintes resultados:

  • As cardiopatias congénitas mantêm-se como o grupo de AC mais prevalente (68,08 casos/10 000 nascimentos) seguido do grupo das AC do sistema músculo-esquelético (40,01 casos/10 000 nascimentos). Também se evidenciam com frequências elevadas, as AC cromossómicas (34,10 casos/10 000 nascimentos), as AC do Aparelho urinário (28,13 casos/10 000 nascimentos) e as AC do SNC (21,01 casos/10 000 nascimentos);
  • No total de casos notificados com AC, 63,3% foram detetados na fase pré-natal, valor superior ao observado no biénio anterior. Em aproximadamente 89% destes casos, foi a ecografia obstétrica o primeiro exame pré-natal a revelar a presença de alterações;
  • A percentagem de nascimentos em mulheres com idade igual ou superior a 40 anos, 13,3%, aumentou relativamente à observada nos biénios anteriores (11,6% em 2016-2017 e 8,9% em 2014-2015);
  • O início da toma de ácido fólico antes da gravidez foi observado em cerca de 18% das notificações recebidas, frequência semelhante à observada noutros anos, e abaixo do desejável relativamente ao objetivo de prevenção primária dos defeitos do tubo neural.

Consulte o Relatório RENAC 2018-2019 em acesso aberto aqui.

imagem do post do Registo Nacional de Anomalias Congénitas – Relatório 2018-2019