Rastreio Neonatal: 18.226 recém-nascidos estudados no primeiro trimestre de 2021

13-04-2021

No primeiro trimestre de 2021, foram estudados 18.226 recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética do seu Departamento de Genética Humana. Comparando com igual período do ano passado, realizaram-se menos 2.898 “testes dos pezinho” (21.124).

De acordo com os dados do PNRN relativos aos primeiros três meses de 2021, observa-se que o maior número de bebés rastreados nasceram nos distritos de Lisboa e do Porto, com 5.343 e 3.418 testes efetuados, respetivamente, seguidos de Braga, com 1.329, e Setúbal, com 1.321. Por outro lado, Bragança (116), Portalegre (129), Guarda (137) e Castelo Branco (201) foram os distritos com menos recém-nascidos estudados.

PNRN realiza, desde 1979, testes de rastreio de algumas doenças graves, em todos os recém-nascidos, o chamado “teste do pezinho”. Este exame é efetuado através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.

O exame deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida do recém-nascido, porque antes do terceiro dia os valores dos marcadores existentes do sangue do bebé podem não ter valor diagnóstico e após o sexto dia alguns marcadores perdem sensibilidade, havendo o risco de atrasar o início do tratamento. Todos os casos positivos são posteriormente encaminhados para a rede de Centros de Tratamento, sediados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde.

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