Temperaturas a descer: saiba como se proteger do frio

08-01-2021

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as previsões meteorológicas apontam para a continuação de tempo frio e seco, a descida das temperaturas do ar (máxima e mínima), um acentuado arrefecimento noturno, a formação de gelo ou geada e a intensificação do vento frio com um consequente aumento do desconforto térmico. Algumas pessoas são mais vulneráveis aos efeitos do frio intenso, exigem atenção especial e medidas específicas de proteção, pelo que é importante ter em consideração as recomendações das autoridades de saúde.

A exposição ao frio intenso, sobretudo durante vários dias consecutivos, pode ter efeitos negativos na saúde. Em situações de frio intenso são produzidas alterações no organismo que facilitam o aparecimento de doenças como a gripe e outras infeções respiratórias, bem como o agravamento das doenças crónicas, nomeadamente cardíacas e respiratórias.

Durante o inverno, há ainda mudanças do comportamento social, com maior tendência para concentração de pessoas em locais fechados, o que pode contribuir para a propagação de algumas doenças infeciosas. De forma indireta, o frio pode também causar acidentes rodoviários, quedas devido ao gelo, incêndios e intoxicações por monóxido de carbono devido ao uso incorreto ou mau funcionamento de lareiras ou de outros sistemas de aquecimento.

O impacto na saúde depende da duração e da magnitude do período de frio. As condições térmicas e de isolamento dos edifícios, assim como as medidas de proteção adotadas são outros fatores relevantes, devendo ser adotadas medidas de proteção individual e medidas ambientais. Para se proteger dos efeitos negativos do frio na saúde, consulte as recomendações da Direção-Geral da Saúde para a população em geral e ainda as recomendações específicas para os grupos vulneráveis.

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Epidemiologia, monitoriza desde há vários anos o impacto das temperaturas baixas na saúde, tendo implementado, em 2015, o Sistema FRIESA (FRio Extremo na Saúde) que, entre os meses de novembro e março, permite a estimação de uma medida de risco de morte associado ao frio extremo nos distritos de Lisboa e do Porto.

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