Sarampo e Rubéola mantêm-se eliminadas em Portugal

21-08-2018

Portugal obteve o estatuto de eliminação do Sarampo e da Rubéola relativo a 2017, de acordo com a última avaliação anual efetuada pela Comissão Regional de Verificação da Eliminação do Sarampo e da Rubéola da Região Europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS), revelou a Direção-Geral da Saúde (DGS). Em 2015, Portugal obteve pela primeira vez este estatuto, o qual tem vindo a manter ao longo dos anos, através do cumprimento de critérios rigorosos definidos pela OMS.

A existência de elevadas coberturas vacinais contra o sarampo e a rubéola, bem como a resposta atempada e célere dos serviços de saúde a eventuais casos de sarampo e rubéola sustentam a eliminação do sarampo e da rubéola em Portugal. Na sequência do crescente número de casos de sarampo registados na Região Europeia da OMS em 2016 e início de 2017, o sarampo ressurgiu em Portugal em fevereiro de 2017, levando a dois surtos com um total de 27 casos confirmados em duas regiões de saúde, entre fevereiro e maio de 2017 e ainda a dois casos isolados importados.

A forte aposta no Programa Nacional de Eliminação do Sarampo e no Programa Nacional de Vacinação coordenados pela DGS e a articulação com os serviços de saúde foram essenciais para o rápido controlo dos surtos ocorridos em Portugal em 2017 e fundamentais para a manutenção do estatuto de eliminação do sarampo e da rubéola. Em 2018, até à data foram confirmados 114 casos de sarampo em Portugal (três surtos e dois casos isolados), todos associados à importação da doença.

A OMS lançou em 2005 o Programa de Eliminação do Sarampo e Rubéola e Prevenção da Rubéola Congénita na Região Europeia, tendo como meta o ano de 2010. Com o objetivo de dar cumprimento às metas estabelecidas foi então definido criar uma rede europeia de laboratórios para o sarampo e rubéola acreditada pela OMS, que teria como missão efetuar o diagnóstico laboratorial de todos os casos prováveis destas doenças de forma a permitir uma adequada classificação dos mesmos, ou seja, como confirmados ou excluídos.

Em Portugal, compete ao Laboratório Nacional de Referência de Doenças Evitáveis pela Vacinação do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, enquanto laboratório nacional da OMS para os vírus do Sarampo e da Rubéola, a confirmação de todos os casos prováveis de sarampo, rubéola e rubéola congénita, no âmbito do Programa Nacional de Eliminação do Sarampo e da Rubéola. O diagnóstico laboratorial para os vírus do sarampo e da rubéola envolve a deteção de anticorpos IgG e IgM, teste de avidez, deteção do RNA viral, isolamento viral e genotipagem.

O sarampo é uma doença grave, altamente contagiosa causada por um vírus da família Paramyxovirinae. É uma das principais causas de morte infantil apesar da disponibilidade, há quase 50 anos, de uma vacina barata segura e eficaz. A rubéola é igualmente uma doença viral e apesar de ser considerada uma doença benigna pode causar malformações graves como cataratas, cardiopatias ou microcefalia quando ocorre em mulheres grávidas sobretudo no primeiro trimestre de gravidez.

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