Resultados preliminares do primeiro Inquérito Serológico Nacional COVID-19 – Relatório

31-07-2020

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulga o relatório de apresentação dos resultados preliminares do primeiro Inquérito Serológico Nacional COVID-19 (ISN COVID-19), desenvolvido pelo INSA, através dos seus departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infeciosas, em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos (ANL) e vários hospitais do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Os estudos sero-epidemiológicos permitem estimar incidências cumulativas e taxas de letalidade mais precisas quando comparadas com as obtidas a partir dos resultados do teste de deteção do RNA viral (RT-PCR), identificar fatores de risco para a infeção, avaliar a sua progressão na população ao longo do tempo, e estimar o tempo de permanência dos anticorpos em circulação no organismo, colmatando lacunas de informação essenciais para o planeamento das medidas mais efetivas de controlo da pandemia e avaliação da sua implementação.

O primeiro (ISN COVID-19) teve por objetivos primários: 1) caracterizar a distribuição dos anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 e determinar a extensão da infeção por SARS-CoV-2 na população residente em Portugal; 2) determinar e comparar a seroprevalência de anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 em grupos etários específicos e por Região de Saúde; e 3) determinar a fração de infeções assintomáticas por SARSCoV-2 na população residente em Portugal.

O ISN COVID-19 é um estudo epidemiológico observacional, transversal, de âmbito nacional. Foi analisada uma amostra não-probabilística (amostragem por quotas) de 2.301 pessoas residentes em Portugal, com idade superior ou igual a 1 ano, estratificada por grupo etário. Foram recolhidos dados demográfico-sociais, epidemiológicos e clínicos, através da aplicação de um questionário e efetuada a recolha de uma amostra de sangue a cada um dos participantes, em 96 pontos de colheita de 7 Laboratórios de Patologia Clínica da ANL e em 18 hospitais do SNS, entre 21 de maio e 8 de julho de 2020.

De acordo com a definição de caso selecionada neste estudo (presença de IgM ou IgG específicas contra SARS-CoV-2), ao nível nacional foi estimada uma seroprevalência de 2,9% (IC 95: 2,0 – 4,2%), valor superior à incidência acumulada da infeção reportada, no final do período de estudo, pelo Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) (0,44%), e à proporção de participantes que, neste estudo, referiu infeção prévia por SARS-CoV-2 (0,8%).

Para consultar o relatório clique aqui.

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