Responsável pelo Núcleo de Bioinformática do Instituto Ricardo Jorge em entrevista ao “Polígrafo SIC”

17-02-2021

O responsável pelo Núcleo de Bioinformática do Departamento de Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) foi o convidado do programa “Polígrafo SIC”, emitido dia 15 de fevereiro. João Paulo Gomes abordou diversos temas relacionados com a diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2, adiantando que, até ao momento, não foram identificados em Portugal casos de COVID-19 associados à variante genética primeiramente detetada no Brasil.

O investigador do INSA e coordenador do estudo sobre a diversidade genética do novo coronavírus em Portugal considera, no entanto, que será “uma questão de tempo” até ser confirmado no País o primeiro caso associado à variante detetada no Brasil, em particular na região de Manaus (Amazónia). João Paulo Gomes revelou também que, à data, foram detetados em Portugal quatro casos confirmados da variante associada à África do Sul.

Sobre a variante associada ao Reino Unido, o especialista do INSA explicou que se estima que esta represente atualmente cerca de 45% de todos os casos de COVID-19 em Portugal e que as medidas restritivas adotadas recentemente foram decisivas para a quebra drástica da curva de infeções provocadas por esta variante. “A projeção neste momento não é uma curva crescente, mas sim uma estabilização completa desta variante”, explica.

Apesar do aparecimento de novas variantes, João Paulo Gomes considera que a eficácia das vacinas não está em causa. “Sabe-se, com um bom grau de certeza, que as vacinas são praticamente todas muito eficazes contra a variante do Reino Unido. Os problemas têm surgido essencialmente com a variante da África do Sul, que não tem até agora expressão em Portugal”, realçou o investigador do INSA, que acredita também que a imunidade de grupo possa ser alcançada na altura do verão.

Para assistir à entrevista de João Paulo Gomes ao “Polígrafo SIC”, clique aqui.

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