Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 – 06/08/2021

06-08-2021

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgam o relatório n.º 19 de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19. O relatório inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (R(t)), nacionais e por região de saúde.

No presente documento, a DGS e INSA procederam a uma atualização do relatório Monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19, com um conjunto de alterações que materializam as sugestões do grupo de peritos apresentadas da reunião no Infarmed a 27 de julho de 2021, nomeadamente o resumo de uma página do painel de indicadores, a inclusão de um indicador da incidência cumulativa a 14 dias por 100.000 habitantes na população com mais de 65 anos e a incorporação de um indicador de mortalidade por COVID-19, de forma a avaliar o impacto da doença na mortalidade.

Do presente relatório, destacam-se os seguintes pontos:

  • O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 357 casos, com tendência decrescente a nível nacional. Apenas no Algarve se observa uma incidência superior ao limiar de 480 casos em 14 dias por 100 000 habitantes (869);
  • No grupo etário de 65 ou mais anos, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 136 casos, com tendência estável a decrescente a nível nacional, no entanto o grupo etário acima dos 80 anos é o único que mantem uma tendência de crescimento em relação às últimas semanas;
  • O Rt apresenta valores inferiores a 1, indicando uma tendência decrescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2, a nível nacional (0,92) e na maioria das regiões do continente. Nas regiões Centro e Alentejo o R(t) ainda se mantém acima de 1 mantendo-se a tendência crescente nestas duas regiões;
  • O número de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência estável a decrescente, correspondendo a 77% (na semana anterior foi de 82%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas. O maior número de internados observa-se atualmente na região de LVT (106), onde foi ultrapassado o limiar crítico regional definido;
  • A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 3,9% (semana anterior foi de 4,2%) com tendência decrescente, abaixo do limiar definido de 4,0%. Observou-se um decréscimo do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias;
  • A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 3,9% (na semana passada foi de 3,6%), mantendo-se abaixo do limiar de 10%;
  • Nos últimos sete dias, pelo menos 95% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 78% dos casos;
  • A variante Delta (B.1.617.2), originalmente associada à Índia, é a variante dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 98,3% dos casos avaliados na semana 29/2021 (19 a 25 de julho) em Portugal;
  • Mortalidade por COVID-19 (16,4 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) com tendência crescente e acima do limiar do ECDC;
  • A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade, com tendência decrescente a nível nacional, mas ainda crescente nas regiões Centro e Alentejo. A pressão sobre os cuidados de saúde dá indicação de estabilização ou início de diminuição. A mortalidade por COVID-19 manter-se-á provavelmente elevada nas próximas semanas, dado o aumento de casos de infeção por SARS-CoV-2 acima dos 80 anos.

Monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 | Relatório nº 19 – 06/08/2021
Resumo da análise de risco | Relatório nº 19 – 06/08/2021

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