Rastreio Neonatal: 86.180 recém-nascidos estudados em 2017

10-01-2018

Em 2017, foram estudados 86.180 recém-nascidos, no âmbito do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana. Lisboa foi o distrito com mais exames realizados (25.300), seguido de Porto (15.872), Setúbal (6.534), Braga (6.512), Aveiro (4.409) e Faro (4.205).

Em relação a 2016, foram estudados pelo PNDP menos 1.397 recém-nascidos. Esta diminuição verifica-se depois de três anos consecutivos de aumento do número “testes do pezinho” realizados em Portugal (2015: 85.056; 2014: 83.100; 2013: 82.571).

O PNDP realiza, desde 1979, testes de rastreio de algumas doenças graves, em todos os recém-nascidos, o chamado “teste do pezinho”. O rastreio não é obrigatório o que significa que podem existir mais nascimentos do que testes realizados, ou até mesmo o contrário, mas não deixa de ser um indicador relativamente à natalidade em Portugal, tendo em conta taxa de cobertura de quase 100% deste programa.

Estes testes permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce. Todas as análises laboratoriais do PNDP são efetuadas num único laboratório, a Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana, no Instituto Ricardo Jorge, no Porto.

A cobertura do PNDP é atualmente superior a 99 por cento dos recém-nascidos, o que permite através do rastreio e da confirmação do diagnóstico, o encaminhamento dos doentes para a rede de Centros de Tratamento, sedeados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde.

O “teste do pezinho” deve ser realizado entre o 3º e o 6º dia de vida do recém-nascido. Isto porque antes do 3º dia os valores dos marcadores existentes do sangue do bebé podem não ter valor diagnóstico e após o 6º dia alguns marcadores perdem sensibilidade, havendo o risco de atrasar o início do tratamento. A colheita deverá, no entanto, ser sempre executada, mesmo que tardiamente.

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