Rastreio Neonatal: 64.390 recém-nascidos estudados nos primeiros nove meses de 2020

13-10-2020

Entre janeiro e setembro de 2020, foram estudados 64.390 recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana. Comparando com igual período do ano passado, realizaram menos 775 “testes dos pezinho” (65.165).

Os dados do PNRN referentes aos primeiros nove meses de 2020 mostram também que o maior número de bebés rastreados se observou nos distritos de Lisboa e do Porto, com 18.867 (menos 666 do que em 2019) e 11.831 (mais 154) testes efetuados, respetivamente, seguidos de Braga com 5.032 (mais 53). Por outro lado, Bragança (437, menos 65), Portalegre (477, mais 14) e Guarda (564, mais 24) foram os distritos com menos recém-nascidos estudados.

PNRN realiza, desde 1979, testes de rastreio de algumas doenças graves, em todos os recém-nascidos, o chamado “teste do pezinho”. Este exame é efetuado através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.

O exame deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida do recém-nascido, porque antes do terceiro dia os valores dos marcadores existentes do sangue do bebé podem não ter valor diagnóstico e após o sexto dia alguns marcadores perdem sensibilidade, havendo o risco de atrasar o início do tratamento. Todos os casos positivos são posteriormente encaminhados para a rede de Centros de Tratamento, sediados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde.

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