Rastreio Neonatal: 42.138 recém-nascidos estudados no primeiro semestre de 2019

18-07-2019

Nos primeiros seis meses de 2019 foram estudados 42.138 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana. Estes dados correspondem a mais 352 “testes do pezinho” realizados do que em igual período do ano passado (41.786).

Os dados do PNDP referentes ao primeiro semestre de 2019 mostram também que o maior número de bebés rastreados se verificou nos distritos de Lisboa e do Porto, com 12.757 e 7.555 testes efetuados, respetivamente. Por outro lado, Portalegre (322), Bragança (326) e Guarda (350) foram os distritos onde menos recém-nascidos foram estudados.

PNDP realiza, desde 1979, testes de rastreio de algumas doenças graves, em todos os recém-nascidos, o chamado “teste do pezinho”. Este exame é efetuado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.

O exame deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida do recém-nascido, porque antes do terceiro dia os valores dos marcadores existentes do sangue do bebé podem não ter valor diagnóstico e após o sexto dia alguns marcadores perdem sensibilidade, havendo o risco de atrasar o início do tratamento. Todos os casos positivos são posteriormente encaminhados para a rede de Centros de Tratamento, sediados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde.

Desde o início deste programa de rastreio universal de saúde pública e até ao final de 2018, foram rastreadas 3.803.068 crianças e diagnosticados 2.132 casos, 779 dos quais de doenças metabólicas, 1.304 de hipotiroidismo congénito e 49 de fibrose quística. Apesar de não ser obrigatório, o PNDP tem atualmente uma taxa de cobertura de 99,5%, sendo o tempo médio de início do tratamento de 9,9 dias.

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