Rastreio Neonatal: 21.348 recém-nascidos estudados no primeiro trimestre de 2019

26-04-2019

No primeiro trimestre de 2019, foram estudados 21.348 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana, mais 984 do que em igual período do ano passado (20.364). Desde 2012 (21.750) que não eram realizados tantos “testes do pezinho” nos primeiros três meses do ano.

Os dados do PNDP relativos aos primeiros três meses de 2019, indicam também que o maior número de bebés rastreados se verificou no distrito de Lisboa, com 6.419 testes realizados, seguido do Porto (3.814), Setúbal (1.596), Braga (1.562), Aveiro (1.091) e Faro (1.082). Guarda (165), Portalegre (168), Bragança (169) e Castelo Branco foram os distritos com menos recém-nascidos estudados pelo Instituto Ricardo Jorge.

O PNDP realiza, desde 1979, testes de rastreio de algumas doenças graves, em todos os recém-nascidos, o chamado “teste do pezinho”. Este exame é efetuado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.

O “teste do pezinho” deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma. A cobertura do PNDP é atualmente superior a 99 por cento dos recém-nascidos.

O exame deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida do recém-nascido, porque antes do terceiro dia os valores dos marcadores existentes do sangue do bebé podem não ter valor diagnóstico e após o sexto dia alguns marcadores perdem sensibilidade, havendo o risco de atrasar o início do tratamento. Todos os casos positivos são posteriormente encaminhados para a rede de Centros de Tratamento, sediados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde.

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