Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral associa-se a Barómetro Covid-19

17-04-2020

O Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral (PVNPC), integrado no Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, e a Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral associaram-se ao Barómetro Covid-19, um projeto de investigação da Escola Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de criar o Barómetro Covid-19 e Paralisia Cerebral. A iniciativa visa perceber como a pandemia do novo coronavírus está a afetar as pessoas que vivem com paralisia cerebral.

Com o Barómetro Covid-19 e Paralisia Cerebral é feito o alargamento do projeto Barómetro Covid-19 a toda a população que lida com a paralisia cerebral, nomeadamente as pessoas com paralisia cerebral, as suas famílias e todos aqueles que com eles trabalham, acrescentando ao questionário perguntas específicas que permitem aprofundar a informação relativa a esta população.

De acordo com os promotores da iniciativa, “este projeto reverte-se de especial importância, tendo em conta que as pessoas com os quadros clínicos mais graves de paralisia cerebral têm especial vulnerabilidade para formas graves da infeção Covid-19”. Os dados recolhidos destinam-se unicamente a fins de investigação e a recolha de informações é anónima.

A participação neste estudo é voluntária e poderá ser feita em diferentes momentos, mas “assume-se como relevante a possibilidade de responder semanalmente ao inquérito, até ao fim desta pandemia”. Para participar no inquérito do Barómetro Covid-19 e Paralisia Cerebral, clique aqui.

O projeto Barómetro Covid-19 tem vindo a “acompanhar o desenvolvimento desta pandemia em Portugal e no Mundo, de diversas perspetivas, fazendo projeções de novos casos, analisando o impacto de intervenções que se vão tomando em diferentes países, estimando, numa primeira fase, as necessidades de serviços de saúde, e explorando as questões jurídicas, a perceção social e o estigma”.

O PVNPC pretende contribuir para aumento do conhecimento dos fatores de risco pré, perinatal e pós-neonatal da ocorrência de paralisia cerebral, potenciando a sua prevenção e contribuindo para uma melhor planificação das cuidados e apoios necessários. Considerando a referência histórica de uma incidência anual aproximada de dois novos casos por mil nados-vivos, estima-se o diagnóstico de 150-200 novos casos por ano de paralisia cerebral em Portugal.

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