Prevalência de nados-vivos com síndrome de Down: indicador conjunto da gravidez tardia e das políticas de diagnóstico pré-natal entre 2011-2017

11-11-2020

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Epidemiologia, em articulação com o Centro Hospitalar de São João e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, efetuou um estudo com o objetivo de analisar os dados do indicador “Prevalência nados-vivos com síndrome de Down” entre os anos 2011-2017, utilizando os dados do Registo Nacional de Anomalias Congénitas (RENAC). Este indicador visa medir o efeito conjunto da gravidez tardia e do impacto das políticas de diagnóstico pré-natal.

No período em análise, foram notificados 1012 nascimentos com síndrome de Down, dos quais 82,5% foram diagnosticados no período pré-natal. Dos 266 que nasceram vivos, 66,5% foram diagnosticados ao nascer e 33,4% foram diagnosticados durante a gravidez através de estudo cromossómico. Ainda de acordo com os dados analisados, a realização de exames invasivos, após a suspeita de síndrome de Down, foi recusada pelos progenitores em 20,7% casos, o que, segundo os autores do estudo, poderá estar associado a “fatores morais, éticos ou religiosos”.

Na análise dos resultados, observou-se uma ligeira redução da prevalência total de nados-vivos com síndrome de Down entre 2011 e 2017, sendo que relativamente à distribuição da prevalência de nados-vivos por idade materna ≥35 anos à data do parto verificou-se também uma ligeira redução no período em estudo. Os autores sublinham ainda a aplicação em saúde pública dos dados do RENAC, observando-se um impacto positivo das políticas de diagnóstico pré-natal na vigilância da gravidez.

“Prevalência de nados-vivos com síndrome de Down: indicador conjunto da gravidez tardia e das políticas de diagnóstico pré-natal entre 2011-2017” foi publicado no Boletim Epidemiológico Observações, publicação científica periódica editada pelo Instituto Ricardo Jorge em acesso aberto. Para consultar o artigo de Paula Braz, Ausenda Machado, Carla Ramalho e Carlos Matias Dias, clique aqui.

 

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