Oito municípios da área metropolitana de Lisboa mostram interesse em aderir a iniciativa “Fast Track Cities”

03-08-2018

Os municípios de Almada, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Seixal, Setúbal e Sintra mostraram interesse na adesão à iniciativa “Fast Track Cities – Cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH”, seguindo o exemplo de Cascais, Lisboa e Porto. Lançado no Dia Mundial de Luta contra a Sida, em Paris, em 2014, este projeto tem como principal objetivo acelerar a resposta ao VIH/SIDA nas grandes cidades.

Neste sentido, decorreu, dia 31 de julho, no Ministério da Saúde, em Lisboa, uma primeira reunião de trabalho que contou com a presença do coordenador do grupo de trabalho criado para definir uma estratégia integrada para a eliminação da epidemia do VIH/SIDA, Kamal Mansinho, e de representantes da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, entre outras instituições. A representação do Instituto Ricardo Jorge foi assegurada pelo vogal do seu Conselho Diretivo, José Maria Albuquerque, e pela responsável pela vigilância da infeção por VIH/SIDA, Helena Cortes Martins.

Além da apresentação do retrato mais recente sobre o VIH/SIDA em Portugal, a reunião focou-se na partilha de experiências – com a apresentação das estratégias de Lisboa e de Cascais –, na manifestação de interesse na iniciativa internacional por parte dos oito municípios da Grande Lisboa e na perspetiva das organizações da sociedade civil presentes. Estas últimas lançaram um repto, inclusive, para que seja criado um grupo de trabalho permanente, para garantir uma ação concertada a nível nacional no combate ao VIH/SIDA.

O Instituto Ricardo Jorge é um dos subscritores da Declaração Conjunta do projeto nacional “Fast-Track Cities International – Cidades na Via Rápida para eliminar o VIH”, assinada pelos municípios de Cascais, Porto e Lisboa, dia 29 de maio de 2017, no auditório do INFARMED, em Lisboa. O Instituto integra também o grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde com vista a definir uma estratégia integrada para a eliminação da epidemia do VIH/SIDA nas cidades de Cascais, Lisboa e Porto, no contexto deste projeto e definir o posterior alargamento a outros concelhos.

A infeção por VIH/SIDA constitui um importante problema de saúde pública na Europa e em Portugal. Uma das questões prementes que se verifica e importa dar especial atenção prende-se com o facto de a incidência do VIH nas grandes cidades ser muito superior quando comparada com outras áreas do país, sendo que o número de novos casos de VIH nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto representa cerca de dois terços do número de novas infeções em Portugal.

Dadas as especificidades e diferenças existentes no território, e atendendo à mais-valia da proximidade, bem como da existência de infraestruturas, recursos materiais e humanos, as cidades encontram-se em posição privilegiada para liderar as ações, acelerando a resposta ao VIH, e atingir, até 2020, as metas 90-90-90, que consistem em 90% das pessoas que vivem com VIH estarem diagnosticadas, 90% destas receberem tratamento e 90% das pessoas sob terapêutica atingirem a supressão vírica.

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