MALÁRIA EM PORTUGAL: MEMÓRIAS DE UMA LUTA NO VALE DE RIO SADO

30-12-2016

Malária em Portugal: Memórias de uma Luta no Vale de Rio Sado

A exposição “Malária em Portugal: Memórias de uma Luta no Vale de Rio Sado” tem por objetivo dar a conhecer a história do combate à Malária em Portugal, especificamente naquela zona do país, bem como o importante papel que o antigo Instituto de Malariologia (Águas de Moura) desempenhou, nas suas dimensões local, regional e nacional, em particular ao longo das décadas que precederam e conduziram à erradicação da doença em Portugal.

A mostra foi dividida em dois grandes núcleos. O primeiro apresenta a história da doença em Portugal, com especial ênfase na zona do Rio Sado, permitindo contextualizar a necessidade do aparecimento do Instituto de Malariologia naquela zona do país.

A segunda parte, dedicou-se ao Instituto de Malariologia procurando apresentar, de forma contextualizada, as várias vertentes de atuação deste Instituto: luta antissezonática, estudo e investigação da doença e do vetor, formação de profissionais e tratamento e prevenção da doença junto das populações locais.

 

Vale do Rio Sado no Centro do Problema Sezonático 

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  1. Apanha do arroz – Localidade do Pinheiro (Águas de Moura), 1937;
  2. Abrigo de família de um “rancho” – Localidade do Pinheiro (Águas de Moura), c. 1937.

 

Formação e Investigação

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  1. Curso de Malariologia para Médicos, 1945;
  2. Aula prática nos arrozais de Águas de Moura, no âmbito dos Cursos do Instituto de Malariologia.

 

Estratégias de Luta contra a Malária

Investigação do Anopheles

         
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  1. Recolha de larvas com uso de concha e bastidor. Barco do Requeijo, c. 1935;
  2. Utensílios para captura de larvas em arrozal. Estes utensílios possuem uma janela com rede de um lado, protegida com placa exterior, para coar a água sem perder larvas. O seu interior deve ser pintado de branco para melhor observação/controlo.

 

Campanha hidráulica, tóxica e biológica contra o Anopheles

As medidas tomadas pelo Instituto de Malariologia para eliminação do vetor foram, genericamente, de três naturezas: mecânicas (hidráulicas), tóxicas e naturalistas.

 

Mecânicas (hidráulicas)
Introdução de irrigação intermitente

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  1. Experiência da cultura de arroz em campo de irrigação intermitente, Localidade do Pinheiro (Águas de Moura), 1936;
  2. Produção de Arroz e de Anopheles. Arrozais submetidos a rega intermitente e contínua/ Herdade do Pinheiro, 1936-1940. Experiências de cultura de arroz, Localidade do Pinheiro (Águas de Moura).

 

Tóxicas

Pulverização dos campos de arroz com inseticidas

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  1. Pulverizador destinado a pulverizações com inseticida;
  2. Máscara antigás utilizada para proteção na aplicação de inseticidas.

 

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  1. Apanha do arroz, Localidade do Pinheiro (Águas de Moura), 1937;
  2. Abrigo de família de um “rancho”, Localidade do Pinheiro (Águas de Moura), c. 1937.

 

Biológicas
As medidas de caráter biológico basearam-se, sobretudo, no uso de plantas
e na introdução de gambúsias.

  1.     2. 
  1. Apanha do arroz, Localidade do Pinheiro (Águas de Moura), 1937;
  2. Abrigo de família de um “rancho”, Localidade do Pinheiro (Águas de Moura), c. 1937.

 

Meios de Diagnóstico da Doença

Maleta para consulta domiciliária ou trabalho de campo, a qual se pensa ter pertencido ao Prof. Francisco Cambournac.

 

Tratamento

Paludrine e Camoquin (CAM-AQ I), fármacos antimaláricos, utilizados no Instituto de Malariologia de Águas de Moura.

 

Proteção das populações – campanhas de profilaxia e de sensibilização e proteção dos núcleos habitacionais.

Cartazes encomendados pela Direção-Geral da Saúde a um artista plástico, no início da década de 1940, para divulgação de medidas de proteção contra o vetor.

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