JUNHO 2020

02-06-2020

Vacina animal antivariólica. N.º de inventário: MS.01292 a MS.01299.

Conjunto de vacinas antivariólicas, produzidas pelo Instituto Vacínico Portuense, sito à época na rua de Santa Catarina (Porto).

A descoberta da técnica da imunização, por Edward Jenner (1749-1823), em 1796, na sequência dos seus estudos sobre a varíola, abriu o longo caminho para a prática generalizada da vacinação. Portugal acompanhou de perto estas transformações no exercício da medicina e foram criados institutos vacínicos nas principais cidades do país, durante o século XIX.

A existência de um Instituto Vacínico na cidade do Porto remonta a 1837. Anos mais tarde, em 1912, é publicado um regulamento do então designado Instituto Vacínico Portuense, o qual “[…] será destinado à cultura, preparação, emprego, conservação e fornecimento da vacina anti-variólica, de origem animal (cow-pox) […]”.

A cultura era feita em bovinos, os quais eram inoculados com o vírus. Posteriormente, era feita a colheita nas pústulas do animal, material preparado em laboratório para produção da vacina. Acondicionada em tubos, a vacina era acompanhada de lancetas do modelo Mareschal, também conhecidas como “estilete” ou “pena” de vacinação.

Técnica desenvolvida pelo médico militar francês, Dr. Mareschal, consistia na realização de um corte superficial na pele seguido da inoculação da vacina através da lanceta. Este dispositivo representou um avanço técnico ao permitir uma maior rapidez do procedimento e, também, ao evitar problemas com a esterilização dado que a lanceta era de utilização única.

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