JUNHO 2016

02-06-2016

Hemoglobinómetro. Nº de inventário: MS.EQP.02578

Medidas: 17 x 9 x 4 cm

Coleção da Malária

Este instrumento destinava-se a medir a hemoglobina no sangue e a diagnosticar a anemia. Foi fabricado pela firma alemã Ernest Leitz, provavelmente na década de 30 do séc. XX. Consiste num suporte de baquelite de cor preta, no qual estão inseridos verticalmente dois tubos de vidro com uma substância sólida alaranjada. Entre esses dois tubos há um tubo graduado, onde se coloca a amostra. Contém ainda duas pipetas de Pasteur e um frasco para ácido clorídrico.

O hemoglobinómetro de Sahli (1902) tem por base a colorimetria, que consiste num conjunto de técnicas através das quais se determina a concentração de uma substância em solução por comparação da cor com um padrão de referência. No tubo de teste (graduado de 0 a 140) colocava-se uma solução de ácido clorídrico a 1% até à marca 10, à qual se adicionavam 20mm3 de sangue obtido por punção digital, transformando assim a hemoglobina em cloridrato de hematina. De seguida adicionavam-se pequenas quantidades de água destilada até se conseguir igualar a cor dos tubos padrão, contendo uma substância sólida alaranjada, inerte. Em função da quantidade de solvente adicionado, a altura do líquido resultante no tubo graduado indicava a percentagem de hemoglobina, sendo 100 o valor normal. O médico suíço Hermann Sahli (1856-1933), conhecido pelo seu contributo no desenvolvimento de vários instrumentos clínicos e de diagnóstico, melhorou o hemoglobinómetro de diluição criado em 1878 por sir William Richard Gowers (1845-1915).

Este objeto pertencia aos extintos Serviços Anti-Sezonáticos, da Direção-Geral de Saúde, que se dedicavam ao estudo e combate da malária. Numa fase aguda, o parasita responsável por esta doença destrói os globos vermelhos e provoca uma anemia hemolítica, ou seja, a destruição das hemácias.

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