JULHO 2018

02-07-2018

Estojo com 7 termómetros de mercúrio.

Data: 1.ª metade do séc. XX
Medidas: A. 2,5 x L. 34,0 x P. 10,5 cm

Jogo de 7 termómetros de mercúrio, acondicionado em estojo de pele, forrado no interior. Os termómetros n.º 1, n.º 2, n.º 3, n.º 4, n.º 5, n.º 6 e n.º 7 medem variações de temperatura de 10º a 50º, 50º a 100º, 100º a 150º, 150º a 200º, 200º a 250º, 250 a 300º, 300 a 360º, respetivamente.

Deve-se a Galileu Galilei (1564-1642) a invenção, cerca de 1592, do termoscópio, instrumento destinado a mostrar variações de temperatura, antepassado do termómetro. Tratava-se de um tubo de vidro contendo água, cuja parte superior terminava num balão com ar, sendo a parte inferior do tubo mergulhada num recipiente com água. As mudanças na temperatura do balão faziam expandir o ar nele contido que, exercendo pressão na água, causavam a elevação do tubo. Todavia, o seu primeiro uso clínico só ocorreria em 1612, pela mão do italiano Santorio Sanctorius (1561-1636) que marcou uma escala no termoscópio.

Mais tarde, Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736) desenvolveria o termómetro de mercúrio com escala graduada (1724): o mercúrio, por ter um elevado coeficiente de dilatação, aumenta o seu volume com variações mínimas de temperatura, expandindo-se pelo tubo capilar do termómetro. A invenção de Fahrenheit abriu portas à medição regular da temperatura nos doentes e à melhoria dos meios de diagnóstico.

A peça do mês de julho integra a exposição “800 Anos de Saúde em Portugal”, patente no Museu da Saúde, situado no antigo serviço de Neurocirurgia do Hospital dos Capuchos, na Alameda Santo António dos Capuchos, em Lisboa.

 

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