Investigadora do Instituto Ricardo Jorge eleita vice-presidente de consórcio internacional para desenvolvimento da medicina personalizada

04-07-2018

Astrid Vicente, investigadora e coordenadora do Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção das Doenças Não Transmissíveis do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, foi eleita vice-presidente do Consórcio Internacional para a Medicina Personalizada ICPerMed. Este consórcio visa fomentar a investigação para o desenvolvimento da medicina personalizada na Europa, com o objetivo de melhorar a prevenção e diagnóstico e promover a medicina de precisão.

Constituído por mais de 35 instituições e entidades europeias e internacionais, entre as quais o Instituto Ricardo Jorge, em representação de ministérios da ciência e da saúde, bem como agências de financiamento de investigação e desenvolvimento, o ICPerMed tem vindo a desenvolver as suas atividades com base num plano de ação comum onde estão identificadas as futuras necessidades de investigação para o desenvolvimento desta área. Este documento abrange atividades de investigação e de apoio à investigação em todas as áreas relevantes, e permitirá uma abordagem coordenada da investigação em medicina personalizada e a implementação de abordagens inovadoras e promissoras nos sistemas de saúde europeus.

A medicina personalizada é um modelo de prática médica que integra a caracterização fenotípica e genotípica do indivíduo, ou seja, inclui dados sociodemográficos, ambientais e de estilos de vida e informação clínica e de imagem médica e perfis genéticos, na estimativa da predisposição individual para uma doença e na definição de estratégias preventivas e terapêuticas para cada indivíduo. Outros termos, como medicina de precisão ou medicina de estratificação são utilizados para aludir a este conceito, com diferenças subtis de significado.

Os grandes avanços na implementação da medicina personalizada têm sido feitos essencialmente na área da oncologia e das doenças raras. O diagnóstico molecular da hipercolesterolémia familiar, para identificação de indivíduos com elevado risco cardiovascular e definição de estratégias de prevenção e tratamento, e o Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, vulgarmente conhecido como Teste do Pezinho, são dois exemplos de medicina personalizada em doenças raras.

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