FEVEREIRO 2017

02-02-2017

Seringa de clister. Nº de inventário: MS.03500.

Coleção de Anestesia

Dimensões: 45 x 6,5 cm

Seringa de clister, do século XVIII, em metal, com êmbolo ou pistão de madeira. O uso de purgativos e clisteres é secular, tendo origem e fundamento na Antiguidade, no sistema humoral hipocrático-galénico, vigente no pensamento médico até ao século XIX.

Entendia-se que a saúde dependia da exata proporção e perfeita conjugação de quatro humores, que poderiam alterar-se por ação de causas externas ou internas. A recuperação e cura dar-se-iam pela eliminação do humor excedente ou alterado, por exemplo através da eliminação das fezes.

No desconhecimento de outras terapêuticas, o recurso a clisteres foi particularmente frequente entre os séculos XV e XVIII.

Esta peça integra a Coleção de Anestesia, doada ao Museu da Saúde, em 2016, pelos herdeiros do Dr. Avelino Espinheira, médico-anestesista e responsável pelo antigo Museu Português de Anestesiologia (Colares), que é composta por mais de 1000 instrumentos, equipamentos, medicamentos, livros e objetos gráficos que atestam e corporificam a história e desenvolvimento da anestesia em Portugal.

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