COVID-19: Atualizada Estratégia Nacional de Testes

13-10-2021

A Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou a Norma 019/2020 com o objetivo de adaptar a Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2 à elevada cobertura vacinal atingida em Portugal e à atual situação epidemiológica. As alterações entraram em vigor dia 13 de outubro e procedem à revisão dos critérios de testagem e de rastreios regulares/periódicos para as pessoas com o esquema vacinal completo há mais de 14 dias.

De acordo com o novo documento, as pessoas com o esquema vacinal completo há mais de 14 dias passam a estar isentas da realização de testes de rastreio em alguns contextos, como eventos de natureza familiar, cultura, desportiva ou cooperativa. Ficam também dispensados de testes de rastreio periódico os residentes, utentes e profissionais de unidades de Cuidados Continuados Integrados e instituições de apoio a migrantes e refugiados, assim como nos estabelecimentos prisionais e centros educativos, que apresentem esquema completo há mais de 14 dias.

Nos lares de idosos, continua a ser recomendada a realização de testes periódicos aos residentes, utentes e profissionais, independentemente do seu estado vacinal, como medida de proteção adicional para estas populações mais vulneráveis. Já nas unidades prestadoras de cuidados de saúde, não terão de realizar testes regulares nem os doentes nem os acompanhantes, desde que tenham o esquema vacinal completo há mais de 14 dias.

Nas restantes situações anteriormente previstas na Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2, mantém-se a indicação para a realização de testes independentemente do estado vacinal, como por exemplo a realização de procedimentos gerados de aerossóis e antes do internamento hospitalar, bem como a realização de testes laboratoriais nas unidades prestadoras de cuidados de saúde antes da cirurgia eletiva, da admissão para assistência ao parto e da admissão em unidades de cuidados intermédios e intensivos.

A nova norma refere ainda que as pessoas com esquema vacinal completo há mais de 14 dias devem manter a realização de testes de diagnóstico da covid-19 “em caso de suspeita de infeção por SARS-CoV-2” e “em contactos de risco com caso confirmado”, e que os testes laboratoriais não devem ser realizados em pessoas com história de infeção por SARS-CoV-2 nos últimos 180 dias após o fim do isolamento, a menos que apresentem sintomas sugestivos da doença e sejam contacto de um caso confirmado nos últimos 14 dias.

A informação atualizada pela DGS introduz passa ainda a recomendar para a realização de testes para o vírus da gripe e o vírus sincicial respiratório em doentes com critérios de internamento, uma estratégia de testagem para a época sazonal outono-inverno.

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