Peça do Mês

Iniciativa que destaca, mensalmente, uma peça do acervo, tendo por objetivo evidenciar temas e tipologias de objetos com elevado valor histórico e científico.

Ano


SETEMBRO 2019
Modelo anatómico: coração. N.º de inventário: MS.02273.


AGOSTO 2019
Cartaz “O Leite de Peito é o Melhor”. N.º de inventário: MS 196/2019.


JULHO 2019
Recipiente graduado. N.º de inventário: MS.01260.


JUNHO 2019
Inalador. N.º de inventário: MS.03740.


MAIO 2019
Folheto. N.º de inventário: MS.02318.


ABRIL 2019
Atomizador. N.º de inventário: MS.03806.


MARÇO 2019
Teste auditivo. N.º de inventário: MS.03846


FEVEREIRO 2019
Aparelho de eletroterapia. N.º de inventário: MS.03852.


JANEIRO 2019
Máquina de calcular. N.º de inventário: MS.1080.


DEZEMBRO 2018
Folheto: SIDA. O que todos devem saber. N.º de inventário: MS.02338.


NOVEMBRO 2018
Mata-borrão. N.º de inventário: MS.02914.


OUTUBRO 2018
Foróptero de parede. N.º de inventário: MS.02677


SETEMBRO 2018
Medicamento. N.º de inventário: MS.MDS.01351


AGOSTO 2018
Fotografia. N.º de inventário: MS.02948.


JULHO 2018
Estojo com 7 termómetros de mercúrio.


JUNHO 2018
Livro de Arquivo.


MAIO 2018
Cartaz. N.º de inventário: MS.00664.


ABRIL 2018
Mala. N.º de inventário: MS.00358


MARÇO 2018
Catálogo.


FEVEREIRO 2018
Pintura. N.º de inventário: MS.00021


JANEIRO 2018
Metrónomo. N.º de inventário: MS.00963.


DEZEMBRO 2017
Filatelia. N.º de inventário: MS.02965.


NOVEMBRO 2017
Cartaz. N.º de inventário: MS.00063


OUTUBRO 2017
Câmara de liofilização. N.º de inventário: MS.01121


SETEMBRO 2017
Fotografia. Nº de inventário: MS.01747.


AGOSTO 2017
Cartaz. Nº de inventário: MS.03499.


JULHO 2017
Estojo de autópsias. Nº de inventário: MS.03552


JUNHO 2017
Cadeira. N.º de inventário: MS.AE.864


MAIO 2017
Máquina de fechar bisnagas. Nº de inventário: MS.EQP.00324


ABRIL 2017
Cadeira obstétrica. Nº de inventário: MS.04000


MARÇO 2017
Cistoscópio de Brown-Buerger. Nº de inventário: MS.02964


FEVEREIRO 2017
Seringa de clister. Nº de inventário: MS.03500.


JANEIRO 2017
Folheto de propaganda. Nº de inventário: MS.02892


DEZEMBRO 2016
Cartão. Nº de inventário: MS.02775.


NOVEMBRO 2016
Pintura. Nº de inventário: MS.02739


OUTUBRO 2016
Antitússico ou expectorante. Nº de inventário: MS.MDC.01268


SETEMBRO 2016
Escala de Brunet-Lézine. Nº de inventário: MS.EQP.00289


AGOSTO 2016
Frasco de repelente de insetos. Nº de inventário: MS.EQP.00501


JULHO 2016
Ergógrafo. Nº de inventário: MS.EQP.00295


JUNHO 2016
Hemoglobinómetro. Nº de inventário: MS.EQP.02578


MAIO 2016
Pintura. Nº de inventário: MS.PNT.00031


ABRIL 2016
Fotografia. Nº de inventário: MS.FOT.01667


MARÇO 2016
Filtro de água. Nº de inventário: MS.EQP.00205


FEVEREIRO 2016
Taquitoscópio. N.º de inventário: MS.EQP.00282


JANEIRO 2016
Máquina de comprimir. N.º de Inventário: MS.EQP.01261


DEZEMBRO 2015
Cartaz de campanha. N.º de inventário: MS.CRT.01791


NOVEMBRO 2015
Fotografia do Armazém Geral de Material Anti-Epidémico. N.º de inventário: MS.FOT.1745


OUTUBRO 2015
“Hemocitómetro” – N.º de inventário: MS.EQP.01003


SETEMBRO 2015
Modelo anatómico de coração humano – Nº de inventário: MS.ATF.02274


AGOSTO 2015
Bilha (A.N.T.) – Nº de inventário: MS.CMR.00135


JULHO 2015
Cartaz: B.C.G. Mais Vale Prevenir do que Remediar – Nº de inventário: MS.CRT.01785


JUNHO 2015
Inseticida à base de DDT (Dedetol molhável) – Nº de inventário: MS.EQP.00457


MAIO 2015
Fotografia a preto e branco – Nº de inventário: MS.FOT.01666


ABRIL 2015
Caixa de sulfato de quinina em comprimidos com o símbolo dos Serviços Anti-Sezonáticos – D. G. S. – Nº de inventário: MS.MDC.00518


MARÇO 2015
Escultura Laura Ayres (busto) – Nº de Inventário: MS.ESC.02357


FEVEREIRO 2015
Ricardo de Almeida Jorge e Leonor Maria dos Santos – Nº de inventário: MS.FOT.01740


JANEIRO 2015
Teste dos cubos táteis – Coleção Camilo Cardoso – Nº de inventário: MS.EQP.00293


DEZEMBRO 2014
Píxide – Objeto de culto – Nº de Inventário: MS.RLG.00010


NOVEMBRO 2014
Píxide – Objeto de culto – Nº de Inventário: MS.RLG.00010


OUTUBRO 2014
Pintura a óleo – Rainha D. Amélia e meninos – Nº de inventário: MS.PNT.00029


SETEMBRO 2014
Esfigmomanómetro – Nº de inventário: MS.EQP.00224


AGOSTO 2014
Teste de visão de cores de Holmgren – N.º de inventário: MS.EQP.01085


JULHO 2014
Fotografia – Ricardo de Almeida Jorge


JUNHO 2014
Cartazes – Mosquiteiro – Direção-Geral da Saúde, início da década de 1940


MAIO 2014
Equipamento – N.º de inventário: CVP.EQP.01306


ABRIL 2014
Sezonismo e Ranchos Migratórios – N.º de inventário: MS.PRT.00537


MARÇO 2014
Equipamento – N.º de inventário: MS.EQP.00034


FEVEREIRO 2014
Medicamento – N.º de inventário: CVP.MDC.00192


JANEIRO 2014
Fotografia – Epidemia de Tifo Exantemático. 1937 – Hospital Provisório de Leomil – N.º de inventário: MS.FOT.02205


DEZEMBRO 2013
Objeto de culto / Escultura – Menino Jesus – Nº de inventário: MS.ESC.00007


NOVEMBRO 2013
Cartaz – O B.C.G. primeiro que o ABC – Número de inventário: MS.CRT.00069


OUTUBRO 2013
Fotografia – Fotografias do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge – 1970-1971


SETEMBRO 2013
Medicamento – Pastilhas Valda – N.º de inventário: MS.MDC.01272


AGOSTO 2013
Pintura – Rosas – N.º de inventário: MS.PNT.00020


JULHO 2013
Comparador colorimétrico – Equipamento – N.º de inventário: MS.EQP.00374


JUNHO 2013
São João Evangelista (título iconográfico) – Escultura – N.º de inventário: MS.ESC.00008


MAIO 2013
Nossa Senhora do Carmo (título iconográfico) – Escultura – Número de Inventário: MS.ESC.00005


ABRIL 2013
Caixa de cirurgia – Equipamento – Número de inventário: CVP.EQP.00026


MARÇO 2013
Equipamento – Comparador colorimétrico – Número de inventário: MS.EQP.00402


FEVEREIRO 2013
Cartaz – Fortes, ajudai os fracos adquirindo o sêlo anti-tuberculoso – Número de Inventário: MS.CRT.00053


JANEIRO 2013
Cureta – Coleção de Urologia – Número de inventário: MS.EQP.00245


DEZEMBRO 2012
Objeto de culto – Nº de inventário: MS.RLG.00017 – Missal (1751)


NOVEMBRO 2012
Equipamento – N.º de inventário: MS.EQP. 283 – Psicogalvanómetro (Polígrafo)


OUTUBRO 2012
Fotografia – N.º de inventário: MS.FOT.197


SETEMBRO 2012
Caixa de Peditório da Cruz Vermelha Portuguesa – N.º de inventário: CVP.EQP.00064


AGOSTO 2012
Fotografia – [Sanatório Popular de Lisboa – Galeria de Cura] – N.º de inventário: MS.FOT.01081


JULHO 2012
Equipamento – [Máscara anti-gás] – N.º de inventário: MS.EQP.00352


JUNHO 2012
Escultura – [Santo António de Lisboa] – N.º de inventário: MS.ESC.00002


MAIO 2012
Instrumento científico – [Termocautério du Dr. Paquelin] – N.º de inventário: MS.INS.00959


ABRIL 2012
Equipamento – [Maleta para consulta domiciliária ou trabalho de campo] – N.º de inventário: MS.ATF.00320


MARÇO 2012
Cartaz – [Assistência Nacional aos Tuberculosos Sob a Protecção de Sua Magestade a Rainha] – N.º de inventário: MS.CRT.00042


FEVEREIRO 2012
Pintura – [Retrato de Ricardo Almeida Jorge] – Francisco José Resende, 1890 – N.º de inventário: MS.PNT.00950

  • Mala. N.º de inventário: MS.00358

    Título: Mala com acessórios para recolha de insetos
    Data: Instituto de Malariologia, 1940-1950

    Mala utilizada nas saídas de campo no âmbito do estudo da Malária, realizado pelo Instituto de Malariologia (Águas de Moura). No interior levava o equipamento destinado à recolha de insetos: frasco com clorofórmio; frasco com álcool 90º; pinça; lupa; lápis e esferográficas; borracha; rolos de fita-cola; caixas metálicas e caixa de vidro para acondicionamento de insetos; tubo de ensaio; lanterna e lâmpadas suplentes; apontamentos de controlo de lançamento de DDT e efeitos sobre o anopheles.

    A coleção da Malária do Museu da Saúde integra o espólio do antigo Instituto de Malariologia de Águas de Moura, criado em 1938 e cuja ação foi crucial para o processo de erradicação da Malária em Portugal. Integrando diferentes tipologias de objetos, a coleção permite entender o papel do Instituto nas vertentes de investigação, formação e proteção das populações.

    A peça do mês de abril de 2018 destaca um objeto da coleção da Malária do Museu da Saúde, juntando-se assim às comemorações do Dia Mundial da Malária, celebrado a 25 de Abril. Este objeto pode ser visto na exposição “800 Anos de Saúde em Portugal“, mostra que esboça um panorama cronológico e compreensivo da história da saúde em Portugal, desde a fundação da nacionalidade até à atualidade.

  • Atomizador. N.º de inventário: MS.03806.

    Proveniência: Coleção Portuguesa de Anestesia Dr. Avelino Espinheira

    Atomizador, dito “DeVilbiss”, criado para aplicação em spray de soluções medicamentosas ou anestésicas no nariz e garganta, de forma direcionada, evitando métodos mais invasivos no tratamento de rinopatias ou outras patologias da via aérea.

    O Modelo 15, aqui apresentado, foi desenvolvido por Allen DeVilbiss (1841-1917), otorrinolaringologista no Ohio (EUA) conhecido por ter criado o primeiro atomizador (ou vaporizador) do mundo para uso médico, no último quartel do século XIX.

    O sucesso da sua invenção permitiu a DeVilbiss reformar-se da prática médica, em 1890, e dedicar-se à produção deste e de outros instrumentos médicos através da DeVilbiss Manufacturing Company (Toledo, Ohio).

  • Cartaz. Nº de inventário: MS.03499.

    Dimensões: 32 x 43 cm

    Cartaz editado, em 1985, pela Fundação Portuguesa de Cardiologia, em colaboração com o Conselho de Prevenção do Tabagismo. Este cartaz faz parte de uma aventura aos quadradinhos na qual o Super-Homem derrota o vilão Nick O-Tin, publicada inicialmente pela DC Comics ©, em 1981.

    O Super-Homem, ao mesmo tempo que transporta pelos ares Nick O’Tin, vai transmitindo a sua mensagem: “Os cigarros fazem-lhe manchas nos dentes, dão mau hálito e deixam mau cheiro na roupa”; “Ele não me pode fugir. Fuma tanto que até arqueja como um motor avariado”; “Nick O’Tin é um farrapo. Se tivesse visão de Raios-X como eu, poderia ver o mal que os cigarros fazem ao coração e aos pulmões”.

    Antes da era digital, as campanhas de saúde pública utilizavam suportes como a Banda Desenhada para levar a sua mensagem ao maior número de pessoas. O cartaz faz parte da mais recente doação do Prof. Doutor José Pereira Miguel ao Museu da Saúde.

  • Fotografia. N.º de inventário: MS.02948.

    Título: Appareil de désinfection circulaire
    Data: Início do século XX
    Fabricante: Oscar Schimmel & Co, Chemnitz (Alemanha)
    Medidas: L. 16,20 cm x C. 23,00 cm

    Fotografia de uma estufa de desinfeção (autoclave), aparelho do início do século XX fabricado por Oscar Schimmel & Co. em Chemnitz (Alemanha) e distribuído em Portugal pela B. Markert & Co. com representação em Lisboa.

    Na cartolina de suporte à fotografia encontra-se manuscrito a identificação do objeto “Appareil de désinfection circulaire”, como era designado à época. No verso da cartolina surge, a grafia preta, a curiosa inscrição que remete para um assunto confidencial: “Ao Exm. Senhor João José Garrana/ Confidencial/ Prof. [?]”.

    As autoclaves foram desenvolvidas por Louis Pasteur (1822-1895) e Charles Chamberland (1851-1908), seu assistente, e constituem os primeiros esterilizadores. Utilizavam vapor de água sob pressão e eram capazes de ultrapassar os 120ºC eliminando dessa forma as bactérias resistentes a temperaturas inferiores.

     

  • Cartaz “O Leite de Peito é o Melhor”. N.º de inventário: MS 196/2019.

    Proveniência: Unidade de Observação e Vigilância do Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

    Cartaz produzido para as campanhas de incentivo à amamentação promovidas pelos Ministérios da Saúde e da Informação, possivelmente de Moçambique.

    O cartaz foi doado ao Museu da Saúde pela Unidade de Observação e Vigilância do Departamento de Alimentação e Nutrição do INSA, a qual se dedica à avaliação dos benefícios ou riscos para a saúde, associados à alimentação.

    A escolha desta peça está relacionada com a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que se assinala de 1 a 7 de agosto. A data evoca a Declaração Innocenti, assinada pela OMS e pela Unicef, em agosto de 1990, comprometendo-se a proteger, promover e apoiar o aleitamento materno de modo a fomentar a saúde dos recém-nascidos de todo o mundo.

     

  • Filatelia. N.º de inventário: MS.02965.

    Ilustrador: John Gibbs
    Impressão: Harrison & Sons Ltd

    Medidas: Alt. 11,50cm x Larg. 21,60cm
    Doação do Dr. Germano de Sousa

    Envelope do The International Year of Disabled People (1981) (Ano Internacional das Pessoas com Deficiência – 1981), proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1976, com o objetivo de criar um plano internacional para a igualdade de oportunidades, reabilitação e prevenção de deficiências.

    No envelope encontra-se um conjunto de quatro selos, de autoria de John Gibbs, criados especificamente para a comemoração do Ano Internacional das Pessoas com Deficiência (1981). Da esquerda para a direita encontramos os selos que refletem alguns dos temas propostos pelas Nações Unidas para debate naquele ano: “Mouth and Foot Artists”, “The Wheelchair”, “Sign Language” e “Guide Dogs”.

    A escolha deste conjunto de selos para peça do mês de dezembro relaciona-se com o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado a 3 de dezembro, salientando-se a necessidade de todas as instituições, incluindo os Museus, de pensarem os seus espaços e programações de modo a serem acessíveis a todos os cidadãos.

    O conjunto de envelope e selos integra a vasta coleção de filatelia do Museu da Saúde, composta por selos nacionais e internacionais, dedicados a temáticas da saúde.

  • Folheto: SIDA. O que todos devem saber. N.º de inventário: MS.02338.

    Folheto SIDA. O que todos devem saber, editado pelo Ministério da Saúde possivelmente no final da década de 1980 ou início dos anos 90, no âmbito de campanhas dedicadas à educação para a saúde. O folheto apresenta textos explicativos, dedicados aos seguintes temas: “O que é a Sida”; “Como se transmite o vírus”; “Como pode proteger-se”; “Não corre perigo”. Este desdobrável foi distribuído no território nacional com o objetivo de informar a população portuguesa sobre as vias de transmissão e os modos de prevenção da doença.

    A necessidade de medidas de sensibilização da população mantém-se atual, se nos determos nos dados mais recentes sobre a infeção VIH e SIDA. Em Portugal, entre 1983 e 2017 foram diagnosticados 57.913 casos de infeção por VIH (vírus da imunodeficiência humana), dos quais 22.102 atingiram estádio de SIDA (síndrome de imunodeficiência adquirida). Pese embora as taxas de novos diagnósticos de infeção por VIH e de incidência de SIDA apresentarem uma tendência decrescente, o nosso país continua a deter das mais elevadas da União Europeia.

    De acordo com o mais recente relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (novembro de 2018) foram diagnosticados 1.068 novos casos de infeção por VIH no ano de 2017. A maioria registou-se em indivíduos do sexo masculino (72,0%) e a maior taxa de novos diagnósticos (24,8 casos/100 mil habitantes) observou-se no grupo etário dos 25-29 anos. O mesmo relatório aponta que “em 98,1% dos casos a transmissão ocorreu por via sexual […] e as infeções associadas ao consumo de drogas injetadas constituíram 1,8% dos novos diagnósticos em que é conhecida a via de transmissão”. No que concerne à transmissão por via sexual, 59,9% referem-se a relações heterossexuais e 38,3% a relações HSH (homens que fazem sexo com outros homens).

    Neste contexto, a epidemia por VIH e SIDA constitui um grande desafio para a Saúde Pública no país. A educação para a redução de comportamentos de risco, as intervenções ao nível da prevenção e as estratégias de diagnóstico precoce serão fundamentais para o debelar da doença.

    A escolha deste folheto está relacionada com o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, que se assinala a 1 de dezembro.

     

  • Pintura. N.º de inventário: MS.00021

    Autor: Jaime Augusto Murteira (1910-1986)
    Data: 1925
    Coleção: Tuberculose

    Pintura a óleo sobre tela, de uma ruela com edifícios, à esquerda e à direita da imagem, que recortam um céu azul, em segundo plano. À direita, veem-se três figuras humanas junto a uma escadaria de acesso ao edifício. Nesta obra emprega manchas espatuladas espessas, com as quais constrói as figuras.

    Trata-se de uma pintura de Jaime Augusto Murteira, de 1925, pintor que se dedica sobretudo a paisagens rurais e do litoral. Inicia a sua formação oficial da Sociedade Nacional de Belas-Artes, em 1942, tornando-se discípulo de Frederico Aires e de António Saúde. Em 1954, obteve a primeira medalha em pintura daquela Sociedade e, mais tarde, o prémio Silva Porto do Secretariado Nacional de Informação (SNI).

    Pintor que integra tardiamente o Naturalismo, destaca-se pelas paisagens outonais e melancólicas do Ribatejo e pelas rústicas ruas de aldeias minhotas. Parte destas obras integram a coleção do Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha.

  • Aparelho de eletroterapia. N.º de inventário: MS.03852.

    Aparelho desenvolvido em 1875 por Charles Chardin (1850-1931), engenheiro-construtor de aparelhos elétricos com fins terapêuticos. Consiste numa caixa de bateria, de dezasseis elementos, a qual permitia a realização de tratamentos por galvanização, isto é, pelo uso de uma corrente elétrica contínua ou galvânica que, através de vários terminais de elétrodos, realizava descargas de baixa intensidade no corpo do paciente.

    O método da eletroterapia conheceu forte expansão na comunidade médica do final do século XIX. Nesse contexto, e segundo Charles Chardin, as doenças consistiam em distúrbios da circulação sanguínea, os quais seriam tratados pela aplicação de eletricidade, adaptada à sensibilidade de cada paciente. Com base nesse pressuposto, e apesar de não ter formação médica, Chardin desenvolveu o método E.C.V. (eletro-cinético vascular) que consistia na aplicação de uma tensão entre as diferentes partes do corpo, atuando na circulação do sangue, da linfa e do protoplasma, curando, dessa forma, as doenças.

    Com este método Chardin pressupunha conseguir a cura da paralisia e epilepsia, a reparação muscular após o exercício e o tratamento dos sintomas da gripe, da flatulência, da asma, da febre, das cólicas menstruais, dos tumores, dos cancros, da gangrena, da anemia, da obesidade, entre muitas outras enfermidades.

     

  • Metrónomo. N.º de inventário: MS.00963.

    Medidas: Alt. 24,00cm x Larg. 11,00cm x Prof. 11,00cm
    Coleção: Camilo Cardoso

    Fabricante: EAP – Établissements d´Applications Psychotechniques (França)
    Distribuidor: PSICO – Centro de Estudos e da Difusão em Psicologia, Lda. (Portugal)
    Incorporação: Doação da Associação de Antigos Alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

    Metrónomo, de caixa piramidal com base quadrangular. Contém um pêndulo constituído por uma haste com um peso móvel, fixa na parte inferior. Este, deslocando-se da direita para a esquerda, indica determinados andamentos. Com graduação numérica, a haste, tem variantes de andamentos de 40 a 208 BPM (batidas por minuto). Contém ainda uma chave para dar corda, na face lateral direita da pirâmide, uma vez que se move mecanicamente.

    Na face frontal do objeto apresenta duas etiquetas: “EAP / Ets D´Aplications Psychotecniques / 6, bis, Rue André Chénier / 92 – Issy-les-Moulineaux / France” e “Psico – Centro de Estudos e de Difusão em Psicologia, Lda. / aparelhos e teste psicotécnicos / R. Luís Pastor de Macedo, lote 29 – Lisboa 5”.

    Uma das finalidades desse artefacto era marcar o tempo, ou seja, o andamento da música, através de um clique auditivo. No contexto da coleção Camilo Cardoso, era utilizado no âmbito de testes psicotécnicos. Foi doado pela Associação de Antigos Alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, em abril de 2010.

  • Máquina de calcular. N.º de inventário: MS.1080.

    Máquina de calcular, modelo Facit ESA, produzida pela empresa sueca Facit AB, entre 1945 e 1950. De formato retangular, executa as operações de adição, divisão e multiplicação. O modelo ESA acrescentava a divisão e a multiplicação automáticas em relação aos modelos anteriores.

    A empresa Facit AB foi fundada em 1922 por Elof Ericsson (1887-1961) com o nome “AB – Åtvidabergs Industrier”, corporação industrial e fábrica de produtos de escritório com sede em Åtvidaberg, Suécia. Nesse mesmo ano de 1922, uma fábrica de calculadoras mecânicas, a Facit, foi adicionada à corporação, originando a Facit AB.

    Dez anos depois, iniciou-se a produção da FACIT, a primeira calculadora de dez dígitos que se tornou um grande êxito.

     

  • Estojo de autópsias. Nº de inventário: MS.03552

    Dimensões: 36 x 22 x 7 cm

    Coleção de Anestesia Dr. Avelino Espinheira

    Manoel Constâncio era oriundo de uma família modesta do Sardoal. Por morte do pai, e com apenas 12 anos, começa a trabalhar como barbeiro e sangrador da vila. Revelando grande aptidão para o ofício e facilidade de aprendizagem, em 1750 ingressa como praticante de cirurgia no Hospital Real de Todos-os-Santos, em Lisboa.

    A partir daí, ascende rapidamente na vida profissional e social, vindo a tornar-se um dos mais ativos cirurgiões da capital. Foi também responsável pela reestruturação do ensino da cirurgia ao considerar fundamental um conhecimento profundo da anatomia humana, implementando a necessidade de os alunos realizarem dissecções cadavéricas frequentes.

    O objeto do mês é uma caixa retangular, de madeira, com numerosos instrumentos utilizados na realização de autópsias. Contém, entre outros, uma serra de Charriere, um martelo com gancho, dois afastadores, vários bisturis, sondas e agulhas.

    Este estojo foi utilizado durante o século XX, e faz parte da Coleção de Anestesia Dr. Avelino Espinheira, doada ao Museu da saúde em 2016.

  • Estojo com 7 termómetros de mercúrio.

    Data: 1.ª metade do séc. XX
    Medidas: A. 2,5 x L. 34,0 x P. 10,5 cm

    Jogo de 7 termómetros de mercúrio, acondicionado em estojo de pele, forrado no interior. Os termómetros n.º 1, n.º 2, n.º 3, n.º 4, n.º 5, n.º 6 e n.º 7 medem variações de temperatura de 10º a 50º, 50º a 100º, 100º a 150º, 150º a 200º, 200º a 250º, 250 a 300º, 300 a 360º, respetivamente.

    Deve-se a Galileu Galilei (1564-1642) a invenção, cerca de 1592, do termoscópio, instrumento destinado a mostrar variações de temperatura, antepassado do termómetro. Tratava-se de um tubo de vidro contendo água, cuja parte superior terminava num balão com ar, sendo a parte inferior do tubo mergulhada num recipiente com água. As mudanças na temperatura do balão faziam expandir o ar nele contido que, exercendo pressão na água, causavam a elevação do tubo. Todavia, o seu primeiro uso clínico só ocorreria em 1612, pela mão do italiano Santorio Sanctorius (1561-1636) que marcou uma escala no termoscópio.

    Mais tarde, Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736) desenvolveria o termómetro de mercúrio com escala graduada (1724): o mercúrio, por ter um elevado coeficiente de dilatação, aumenta o seu volume com variações mínimas de temperatura, expandindo-se pelo tubo capilar do termómetro. A invenção de Fahrenheit abriu portas à medição regular da temperatura nos doentes e à melhoria dos meios de diagnóstico.

    A peça do mês de julho integra a exposição “800 Anos de Saúde em Portugal”, patente no Museu da Saúde, situado no antigo serviço de Neurocirurgia do Hospital dos Capuchos, na Alameda Santo António dos Capuchos, em Lisboa.

     

  • Recipiente graduado. N.º de inventário: MS.01260.

    Proveniência: Coleção Tuberculose

    Recipiente graduado, em porcelana branca, utilizado em contexto de farmácia ou de laboratório. Apresenta uma forma cónica, com bico e pega, com escala no interior (50 a 1000 gramas).

    Foi produzido na Fábrica de Porcelana da Vista Alegre, fundada em 1824 por José Ferreira Pinto Basto, primeira unidade industrial dedicada à produção da porcelana em Portugal.

    O objeto pertenceu ao Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos (I.A.N.T.) e foi incorporado no Museu da Saúde, em 2011, na coleção “Tuberculose”.

     

  • Cadeira. N.º de inventário: MS.AE.864

    Dimensões: 96 cm x C. 50 cm x L. 50 cm

    Fotografia: Pedro Sadio

    O Hospital Dona Estefânia, cuja construção se iniciou em 1860 e foi inaugurado em 1877, foi mandado construir em homenagem à rainha D. Estefânia (1837-1859), mulher de D. Pedro V (1837-1861). A rainha, após uma visita ao Real Hospital São José, e impressionada com a promiscuidade com que na mesma enfermaria eram tratados crianças e adultos, manifestou o desejo de construir um hospital para crianças pobres e enfermas, para o que doou o seu dote de casamento.

    Esta cadeira de ferro, pintado de branco, pertenceu ao mobiliário em uso no 2.º quartel do séc. XX nas enfermarias dos Hospitais Civis de Lisboa (1913). Apresenta no espaldar a sigla ”HE” (Hospital Estefânia) ao passo que as cadeiras equivalentes nos restantes hospitais, do grupo dos Hospitais Civis de Lisboa, possuem a sigla ”HCL”.

    Faz parte do conjunto de objetos provenientes da Coleção de Anestesia Dr. Avelino Espinheira, doada ao Museu da Saúde em 2016.

     

  • Livro de Arquivo.

    Título: Curso de visitadoras sanitárias. Livro 1
    Data: 1931
    Medidas: A. 12,6 x L. 9,5 x P. 3,5 cm

    Livro 1 do “Curso de visitadoras sanitárias” do Instituto Superior de Higiene Dr. Ricardo Jorge, o qual integra o seu acervo documental. Pertencente a um conjunto de seis livros, onde se registam as matrículas das alunas entre 1931 (Livro 1) e 1952 (Livro 6), constitui um testemunho da importância dos arquivos históricos como fontes primárias para a investigação, neste caso na área das ciências da saúde.

    O “Curso de visitadoras sanitárias” foi criado em 1929, por proposta do Diretor Geral de Saúde José Alberto de Faria, tendo funcionado no Posto de Proteção à Infância e sob a direção de António Pina de Oliveira, Professor do Instituto Superior de Higiene Doutor Ricardo. A partir de 1931 (Decreto-lei nº20376), foi inserido no Instituto Superior de Higiene Doutor Ricardo Jorge e dirigido por Carlos de Arruda Furtado, também responsável pelo Curso de Medicina Sanitária.

    Com duração de seis meses, destinava-se a candidatas com idades compreendidas entre os 18 a 35 anos e habilitava-as a exercer nos postos de proteção à infância, dispensários de higiene social e inspeção de epidemias. Posteriormente, em 1945, o curso foi alvo de uma reforma e passou a ter a duração de um ano escolar incluindo estágios com o mínimo de quatro meses.

    Em 1952, o Decreto-lei nº 38884 de 28 de agosto extingue este curso no âmbito da reforma do ensino de enfermagem. O Decreto prevê a criação do curso de auxiliares sociais, com a duração de dois anos e um estágio de seis meses, integrando os antigos cursos de visitadoras sanitárias e de auxiliares sociais.

    A escolha deste livro para peça do mês de junho está relacionada com o Dia Internacional dos Arquivos, que se assinala a 9 de junho.

  • Inalador. N.º de inventário: MS.03740.

    Proveniência: Coleção Portuguesa de Anestesia Dr. Avelino Espinheira

    Inalador de Éter de Ombrédanne, aparelho de origem francesa. Concebido pelo pediatra e cirurgião plástico Louis Ombrédanne (1871-1956) no início do século XX, era utilizado para administração de anestesia por inalação de éter, o qual era embebido em compressas ou feltros. O material era posteriormente colocado dentro da câmara metálica e a insuflação fazia-se pelo balão, habitualmente de bexiga de porco.

    O inalador do Museu da Saúde foi fabricado pela Medicon, fundada em Tuttlingen (Alemanha) em 1941, e distribuído em Portugal pela Sano-Técnica, empresa criada em 1938 e especializada na comercialização de produtos hospitalares.

    Pertence à coleção de Anestesia a qual integra mais de 1000 instrumentos, máquinas, objetos, livros e memorabilia vária, provenientes do antigo Museu Português de Anestesiologia, criado pelo Doutor Avelino Fortes Espinheira. Doada ao Museu da Saúde em 2016, pelos herdeiros deste médico-anestesista, a coleção retrata a história e a prática da anestesia nos contextos nacional e internacional.

  • Máquina de fechar bisnagas. Nº de inventário: MS.EQP.00324

    Medidas: 22 x 19,5 x 23 cm

    Coleção do medicamento

    Máquina de fechar bisnagas. Trata-se de um aparelho de metal utilizado para fechar manualmente bisnagas de cremes ou medicamentos.

    Funciona colocando-se a bisnaga na rampa de modo a que a guilhotina faça pressão e execute a dobragem da extremidade do tubo.

    Este utensílio foi utilizado durante a primeira metade do século XX, numa época em que muitos medicamentos eram ainda preparados manualmente em laboratórios ou nas farmácias. Faz parte de um conjunto de objetos doados pelos Laboratórios Delta, Lda.

  • Cartaz. N.º de inventário: MS.00664.

    Título: Sou livre, não fumo
    Data: 1980-2000

    Cartaz do Serviço de Educação Sanitária da Direção-Geral da Saúde para a educação para a saúde no contexto de campanhas de antitabagismo. Apresenta a fotografia de um rapaz e de uma rapariga a passear numa paisagem arborizada, envergando t-shirts com a frase impressa “Sou livre, não fumo”.

    A peça pertence a um conjunto de 26 cartazes para campanhas antitabágicas, realizadas em diferentes anos e em vários países. Integra a coleção de Cardiologia do Museu da Saúde, a qual é composta por diferentes instrumentos e aparelhos utilizados no âmbito da prática médica naquela especialidade.

    A escolha deste cartaz para peça do mês de maio está relacionada com o Dia Mundial Sem Tabaco, que se celebra a 31 de maio.

     

  • Folheto. N.º de inventário: MS.02318.

    Proveniência: Doação do Prof. José Pereira Miguel

    Folheto intitulado Pressão arterial elevada (hipertensão), editado em 1973 pela Clínica Universitária de Terapêutica Médica. Trata-se da tradução de um documento da American Heart Association, Inc. e que foi utilizado em campanhas de sensibilização da população para a hipertensão, abordando temas como as causas, os sintomas, o diagnóstico, a prevenção e o tratamento da doença.

    O folheto foi integrado na coleção do Museu da Saúde por doação do Prof. José Pereira Miguel, professor catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

    Tal como em 1973, atualmente a Hipertensão Arterial continua a ter um forte impacto na saúde dos portugueses. Segundo os dados do SNS (Serviço Nacional de Saúde), afeta cerca de 36% da população adulta e está associada a diversas doenças e situações clínicas, nomeadamente o AVC (Acidentes Vascular Cerebral), uma das principais causas de morte e de incapacidade em Portugal.

    A escolha deste folheto está relacionada com o Dia Mundial da Hipertensão, que se assinala a 17 de maio.

     

  • Teste auditivo. N.º de inventário: MS.03846

    Proveniência: Coleção Portuguesa de Anestesia Dr. Avelino Espinheira

    Teste auditivo para exame pediátrico, intitulado “Test de dépistage auditif”. O teste, também conhecido como Teste de Moatti, é composto por quatro cilindros que emitem ruídos similares ao grito de animais, testando as várias frequências: Grave – Vaca; Médio Agudo – Gato; Médio Grave – Ovelha; Agudo – Pássaro. É indicado para o rastreio auditivo a crianças entre os 6 e os 24 meses.

    O teste cilíndrico de audição foi criado pelo otorrinolaringologista Lucien Moatti. De origem tunisina formou-se em Medicina em Paris (1961) e em Linguística. Foi professor na Faculdade de Medicina de Paris e membro da Sociedade Francesa de História da Medicina (2008).

    Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda o rastreio auditivo a recém-nascidos, até ao final do primeiro mês de vida (Norma 018/2015), devendo manter-se os testes ao longo da infância.

    No contexto internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem chamado a atenção para a perda auditiva que milhões de adolescentes e jovens adultos poderão sofrer por ouvirem música nos headphones e frequentarem espaços (concertos, bares) com nível de ruído demasiado elevado. De acordo com a OMS, cerca de 50% dos jovens entre os 12 e os 35 anos estão expostos a níveis extremamente elevados de ruído.

    A DGS revela que em todo o mundo, 360 milhões de pessoas sofrem de problemas auditivos, os quais se devem a causas diversas, nomeadamente, doenças infeciosas, questões genéticas, complicações no momento do nascimento, uso de certos fármacos, excesso de ruído e envelhecimento.

    A escolha deste teste está relacionada com o Dia Mundial da Audição, que se assinala a 3 de março.

  • Cartaz. N.º de inventário: MS.00063

    Medidas: Alt. 41,00cm x Larg. 26,50cm

    Ilustrador: André Wilquin (1899-2000)
    Gráfica: Imp. Hélio-Cachan (Cachan, Seine)

    Cartaz intitulado Tôp Dépisté, Vite Guéri (Rastreado antecipadamente, Curado rapidamente), editado pelo Comité National de Défence Contre la Tuberculose, do Ministère de la Santé Publique et de la Population (França), para sensibilização da população para a importância do rastreio na profilaxia e no diagnóstico precoce da tuberculose pulmonar.

    O cartaz apresenta uma composição gráfica que remete para um exame radiológico onde um paciente se submete ao exame, o qual é realizado por um técnico equipado para o efeito. Por baixo da imagem surge a frase La Tuberculose reconnue dès son dêbut peut être plus efficacemment traitée (A tuberculose diagnosticada no início pode ser mais eficazmente tratada).

    Com esta Peça do Mês, o Museu da Saúde associa-se à comemoração do Dia Mundial da Radiologia (8 de novembro), apresentando um cartaz que destaca a importância do rastreio da tuberculose através de raio-x, técnica descoberta em 1895 por Wilhelm Conrad Röntgen (1845-1923), treze anos depois de Robert Koch (1843-1910) ter descoberto o agente etiológico da tuberculose. A aplicação do raio-x ainda hoje é utilizada como ferramenta de diagnóstico, existindo, no entanto, outros meios por imagem, nomeadamente a tomografia computadorizada.

  • Mata-borrão. N.º de inventário: MS.02914.

    Mata-borrão para propaganda, de meados do séc. XX, do antibiótico Atralcilina, à base de penicilina, doseado para adultos e crianças, distribuído pelos Laboratórios Atral, e usado no tratamento de infeções de gravidade moderada.

    A ilustração é de autoria de José Cambraia (1920-1993), especialmente conhecido por ilustrar livros infantojuvenis. A imagem do mata-borrão remete para a representação de duas caixas, referentes às duas formas em que se apresenta o medicamento: aquosa e oleosa.

    Integra um conjunto de mais de três centenas de materiais gráficos de propaganda e bulas de medicamentos, de diversas épocas e origens, preservados pelo Museu da Saúde. Foi doado pelo Prof. José Pereira Miguel, médico e diretor do Instituto Ricardo Jorge entre 2006 e 2014.

    A escolha desta peça está relacionada com o Dia Europeu do Antibiótico, que se assinala a 18 de novembro. A descoberta da penicilina, em 1928 por Alexander Fleming, e o advento dos antibióticos impediu que várias doenças se tornassem fatais, beneficiando definitivamente a saúde das populações.

  • Câmara de liofilização. N.º de inventário: MS.01121

    Dimensões: Alt. 28,50cm x Larg. 40,50cm x Prof. 30,00cm

    Câmara de liofilização de seis portas, modelo FDC206, produzida pela Savant.

    O equipamento, com seis torneiras e uma entrada, era utilizado para realizar a liofilização. Este processo, também designado por criodesidratação ou criosecagem, permite a desidratação de produtos uma vez que ocorre em condições especiais de pressão e temperatura.

    Os produtos previamente congelados são colocados na câmara de liofilização, onde o gelo vai passar diretamente do estado sólido para o estado gasoso (sublimação), devido à ação da baixa pressão. As propriedades nutritivas dos produtos, bem como o sabor, a cor e aromas mantêm-se, apesar da alteração do aspeto físico.

    Trata-se de um procedimento utilizado na indústria alimentar, mas também é útil na preservação de produtos sensíveis à temperatura, nomeadamente os de origem biológica, tais como enzimas, plasma sanguíneo, vacinas, etc.. Possivelmente foi utilizada num dos laboratórios do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

     

  • Foróptero de parede. N.º de inventário: MS.02677

    Foróptero manual de parede e com candeeiro.

    Instrumento utilizado em exames oftalmológicos para avaliar a graduação necessária a cada olho, através das lentes que compõem o aparelho, possibilitando, assim, a deteção de problemas refrativos da visão, tais como a miopia, a hipermetropia e/ou o astigmatismo.

    O objeto pertenceu a um dos consultórios de oftalmologia do Hospital de Egas Moniz (Lisboa) e foi doado ao Museu da Saúde em 2016.

    A escolha desta peça está relacionada com o Dia Mundial da Visão, que se celebra a 12 de outubro.

  • Fotografia. Nº de inventário: MS.01747.

    Dimensões: 32,5 x 29,5 cm

    Fotografia do Posto de Desinfeção Pública de Lisboa, construído, em 1894, nos terrenos da cerca do Convento das Francesinhas, junto ao Palácio de S. Bento. Tinha como atribuição a desinfeção de todos os materiais, habitações e outros locais que tivessem estado em contacto com doentes infetados com doenças de declaração obrigatória (febre tifoide, tifo exantemático, tuberculose, peste, cólera, entre muitas outras doenças infeciosas e/ou epidémicas).

    Em 1929, é ampliado e reformulado e adquire o nome de Parque Sanitário de Lisboa. Os terrenos e estruturas do Parque Sanitário permanecem sob alçada da Direção-Geral de Saúde até 1993, altura em que dão lugar a novos edifícios do Instituto Superior de Economia e Gestão.

    A fotografia faz parte de um conjunto de imagens do Parque Sanitário de Lisboa que representam as várias edificações, como, por exemplo, o armazém de material antiepidémico, o balneário, a lavandaria e as salas dos autoclaves. No Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa estão expostas reproduções destas fotografias, assim como outras do Posto de Desinfeção Marítima de Leixões, numa exposição organizada em parceria com o Museu da Saúde.

  • Medicamento. N.º de inventário: MS.MDS.01351

    Título: Ácido salicílico
    Fabricante: Farmácia Central do Areeiro

    Embalagem de ácido salicílico, preparado da Farmácia Central do Areeiro.

    Até a era da industrialização do medicamento, os boticários produziam todas as drogas nos seus laboratórios. O século XIX assistiu a progressos na farmacologia e química, que levaram à transformação das técnicas farmacêuticas, da produção de novos medicamentos e da forma como eles são apresentados. Apareceram novos equipamentos para a produção em série, nomeadamente de comprimidos e supositórios.

    Integra a coleção do medicamento, composta por um conjunto de medicamentos que permitem representar o desenvolvimento da química farmacêutica, desde os preparados farmacêuticos ao medicamento produzido a uma escala industrial.

    A escolha desta peça está relacionada com o Dia Internacional do Farmacêutico, que se celebra a 25 de setembro.

  • Modelo anatómico: coração. N.º de inventário: MS.02273.

    Proveniência: Doação do Prof. Pereira Miguel.

    Modelo de coração humano, desmontável, que permite observar cada componente daquele órgão. Integra um conjunto de objetos de propaganda médica, muitas vezes utilizados em contexto de consulta para explicação aos pacientes.

    Foi doado pelo Prof. José Pereira Miguel, médico e diretor do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge entre 2006 e 2014.

    A escolha desta peça está relacionada com o Dia Mundial do Coração (29 de setembro), iniciativa da World Heart Federation que, desde o ano 2000, assinala o dia através de iniciativas que promovem a educação para a saúde e para a prevenção das doenças cardíacas.