Peça do Mês

Iniciativa que destaca, mensalmente, uma peça do acervo, tendo por objetivo evidenciar temas e tipologias de objetos com elevado valor histórico e científico.

Ano


MAIO 2018
Cartaz. N.º de inventário: MS.00664.


ABRIL 2018
Mala. N.º de inventário: MS.00358


MARÇO 2018
Catálogo.


FEVEREIRO 2018
Pintura. N.º de inventário: MS.00021


JANEIRO 2018
Metrónomo. N.º de inventário: MS.00963.


DEZEMBRO 2017
Filatelia. N.º de inventário: MS.02965.


NOVEMBRO 2017
Cartaz. N.º de inventário: MS.00063


OUTUBRO 2017
Câmara de liofilização. N.º de inventário: MS.01121


SETEMBRO 2017
Fotografia. Nº de inventário: MS.01747.


AGOSTO 2017
Cartaz. Nº de inventário: MS.03499.


JULHO 2017
Estojo de autópsias. Nº de inventário: MS.03552


JUNHO 2017
Cadeira. N.º de inventário: MS.AE.864


MAIO 2017
Máquina de fechar bisnagas. Nº de inventário: MS.EQP.00324


ABRIL 2017
Cadeira obstétrica. Nº de inventário: MS.04000


MARÇO 2017
Cistoscópio de Brown-Buerger. Nº de inventário: MS.02964


FEVEREIRO 2017
Seringa de clister. Nº de inventário: MS.03500.


JANEIRO 2017
Folheto de propaganda. Nº de inventário: MS.02892


DEZEMBRO 2016
Cartão. Nº de inventário: MS.02775.


NOVEMBRO 2016
Pintura. Nº de inventário: MS.02739


OUTUBRO 2016
Antitússico ou expectorante. Nº de inventário: MS.MDC.01268


SETEMBRO 2016
Escala de Brunet-Lézine. Nº de inventário: MS.EQP.00289


AGOSTO 2016
Frasco de repelente de insetos. Nº de inventário: MS.EQP.00501


JULHO 2016
Ergógrafo. Nº de inventário: MS.EQP.00295


JUNHO 2016
Hemoglobinómetro. Nº de inventário: MS.EQP.02578


MAIO 2016
Pintura. Nº de inventário: MS.PNT.00031


ABRIL 2016
Fotografia. Nº de inventário: MS.FOT.01667


MARÇO 2016
Filtro de água. Nº de inventário: MS.EQP.00205


FEVEREIRO 2016
Taquitoscópio. N.º de inventário: MS.EQP.00282


JANEIRO 2016
Máquina de comprimir. N.º de Inventário: MS.EQP.01261


DEZEMBRO 2015
Cartaz de campanha. N.º de inventário: MS.CRT.01791


NOVEMBRO 2015
Fotografia do Armazém Geral de Material Anti-Epidémico. N.º de inventário: MS.FOT.1745


OUTUBRO 2015
“Hemocitómetro” – N.º de inventário: MS.EQP.01003


SETEMBRO 2015
Modelo anatómico de coração humano – Nº de inventário: MS.ATF.02274


AGOSTO 2015
Bilha (A.N.T.) – Nº de inventário: MS.CMR.00135


JULHO 2015
Cartaz: B.C.G. Mais Vale Prevenir do que Remediar – Nº de inventário: MS.CRT.01785


JUNHO 2015
Inseticida à base de DDT (Dedetol molhável) – Nº de inventário: MS.EQP.00457


MAIO 2015
Fotografia a preto e branco – Nº de inventário: MS.FOT.01666


ABRIL 2015
Caixa de sulfato de quinina em comprimidos com o símbolo dos Serviços Anti-Sezonáticos – D. G. S. – Nº de inventário: MS.MDC.00518


MARÇO 2015
Escultura Laura Ayres (busto) – Nº de Inventário: MS.ESC.02357


FEVEREIRO 2015
Ricardo de Almeida Jorge e Leonor Maria dos Santos – Nº de inventário: MS.FOT.01740


JANEIRO 2015
Teste dos cubos táteis – Coleção Camilo Cardoso – Nº de inventário: MS.EQP.00293


DEZEMBRO 2014
Píxide – Objeto de culto – Nº de Inventário: MS.RLG.00010


NOVEMBRO 2014
Píxide – Objeto de culto – Nº de Inventário: MS.RLG.00010


OUTUBRO 2014
Pintura a óleo – Rainha D. Amélia e meninos – Nº de inventário: MS.PNT.00029


SETEMBRO 2014
Esfigmomanómetro – Nº de inventário: MS.EQP.00224


AGOSTO 2014
Teste de visão de cores de Holmgren – N.º de inventário: MS.EQP.01085


JULHO 2014
Fotografia – Ricardo de Almeida Jorge


JUNHO 2014
Cartazes – Mosquiteiro – Direção-Geral da Saúde, início da década de 1940


MAIO 2014
Equipamento – N.º de inventário: CVP.EQP.01306


ABRIL 2014
Sezonismo e Ranchos Migratórios – N.º de inventário: MS.PRT.00537


MARÇO 2014
Equipamento – N.º de inventário: MS.EQP.00034


FEVEREIRO 2014
Medicamento – N.º de inventário: CVP.MDC.00192


JANEIRO 2014
Fotografia – Epidemia de Tifo Exantemático. 1937 – Hospital Provisório de Leomil – N.º de inventário: MS.FOT.02205


DEZEMBRO 2013
Objeto de culto / Escultura – Menino Jesus – Nº de inventário: MS.ESC.00007


NOVEMBRO 2013
Cartaz – O B.C.G. primeiro que o ABC – Número de inventário: MS.CRT.00069


OUTUBRO 2013
Fotografia – Fotografias do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge – 1970-1971


SETEMBRO 2013
Medicamento – Pastilhas Valda – N.º de inventário: MS.MDC.01272


AGOSTO 2013
Pintura – Rosas – N.º de inventário: MS.PNT.00020


JULHO 2013
Comparador colorimétrico – Equipamento – N.º de inventário: MS.EQP.00374


JUNHO 2013
São João Evangelista (título iconográfico) – Escultura – N.º de inventário: MS.ESC.00008


MAIO 2013
Nossa Senhora do Carmo (título iconográfico) – Escultura – Número de Inventário: MS.ESC.00005


ABRIL 2013
Caixa de cirurgia – Equipamento – Número de inventário: CVP.EQP.00026


MARÇO 2013
Equipamento – Comparador colorimétrico – Número de inventário: MS.EQP.00402


FEVEREIRO 2013
Cartaz – Fortes, ajudai os fracos adquirindo o sêlo anti-tuberculoso – Número de Inventário: MS.CRT.00053


JANEIRO 2013
Cureta – Coleção de Urologia – Número de inventário: MS.EQP.00245


DEZEMBRO 2012
Objeto de culto – Nº de inventário: MS.RLG.00017 – Missal (1751)


NOVEMBRO 2012
Equipamento – N.º de inventário: MS.EQP. 283 – Psicogalvanómetro (Polígrafo)


OUTUBRO 2012
Fotografia – N.º de inventário: MS.FOT.197


SETEMBRO 2012
Caixa de Peditório da Cruz Vermelha Portuguesa – N.º de inventário: CVP.EQP.00064


AGOSTO 2012
Fotografia – [Sanatório Popular de Lisboa – Galeria de Cura] – N.º de inventário: MS.FOT.01081


JULHO 2012
Equipamento – [Máscara anti-gás] – N.º de inventário: MS.EQP.00352


JUNHO 2012
Escultura – [Santo António de Lisboa] – N.º de inventário: MS.ESC.00002


MAIO 2012
Instrumento científico – [Termocautério du Dr. Paquelin] – N.º de inventário: MS.INS.00959


ABRIL 2012
Equipamento – [Maleta para consulta domiciliária ou trabalho de campo] – N.º de inventário: MS.ATF.00320


MARÇO 2012
Cartaz – [Assistência Nacional aos Tuberculosos Sob a Protecção de Sua Magestade a Rainha] – N.º de inventário: MS.CRT.00042


FEVEREIRO 2012
Pintura – [Retrato de Ricardo Almeida Jorge] – Francisco José Resende, 1890 – N.º de inventário: MS.PNT.00950

  • Mala. N.º de inventário: MS.00358

    Título: Mala com acessórios para recolha de insetos
    Data: Instituto de Malariologia, 1940-1950

    Mala utilizada nas saídas de campo no âmbito do estudo da Malária, realizado pelo Instituto de Malariologia (Águas de Moura). No interior levava o equipamento destinado à recolha de insetos: frasco com clorofórmio; frasco com álcool 90º; pinça; lupa; lápis e esferográficas; borracha; rolos de fita-cola; caixas metálicas e caixa de vidro para acondicionamento de insetos; tubo de ensaio; lanterna e lâmpadas suplentes; apontamentos de controlo de lançamento de DDT e efeitos sobre o anopheles.

    A coleção da Malária do Museu da Saúde integra o espólio do antigo Instituto de Malariologia de Águas de Moura, criado em 1938 e cuja ação foi crucial para o processo de erradicação da Malária em Portugal. Integrando diferentes tipologias de objetos, a coleção permite entender o papel do Instituto nas vertentes de investigação, formação e proteção das populações.

    A peça do mês de abril de 2018 destaca um objeto da coleção da Malária do Museu da Saúde, juntando-se assim às comemorações do Dia Mundial da Malária, celebrado a 25 de Abril. Este objeto pode ser visto na exposição “800 Anos de Saúde em Portugal“, mostra que esboça um panorama cronológico e compreensivo da história da saúde em Portugal, desde a fundação da nacionalidade até à atualidade.

  • Cartaz. Nº de inventário: MS.03499.

    Dimensões: 32 x 43 cm

    Cartaz editado, em 1985, pela Fundação Portuguesa de Cardiologia, em colaboração com o Conselho de Prevenção do Tabagismo. Este cartaz faz parte de uma aventura aos quadradinhos na qual o Super-Homem derrota o vilão Nick O-Tin, publicada inicialmente pela DC Comics ©, em 1981.

    O Super-Homem, ao mesmo tempo que transporta pelos ares Nick O’Tin, vai transmitindo a sua mensagem: “Os cigarros fazem-lhe manchas nos dentes, dão mau hálito e deixam mau cheiro na roupa”; “Ele não me pode fugir. Fuma tanto que até arqueja como um motor avariado”; “Nick O’Tin é um farrapo. Se tivesse visão de Raios-X como eu, poderia ver o mal que os cigarros fazem ao coração e aos pulmões”.

    Antes da era digital, as campanhas de saúde pública utilizavam suportes como a Banda Desenhada para levar a sua mensagem ao maior número de pessoas. O cartaz faz parte da mais recente doação do Prof. Doutor José Pereira Miguel ao Museu da Saúde.

  • Filatelia. N.º de inventário: MS.02965.

    Ilustrador: John Gibbs
    Impressão: Harrison & Sons Ltd

    Medidas: Alt. 11,50cm x Larg. 21,60cm
    Doação do Dr. Germano de Sousa

    Envelope do The International Year of Disabled People (1981) (Ano Internacional das Pessoas com Deficiência – 1981), proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1976, com o objetivo de criar um plano internacional para a igualdade de oportunidades, reabilitação e prevenção de deficiências.

    No envelope encontra-se um conjunto de quatro selos, de autoria de John Gibbs, criados especificamente para a comemoração do Ano Internacional das Pessoas com Deficiência (1981). Da esquerda para a direita encontramos os selos que refletem alguns dos temas propostos pelas Nações Unidas para debate naquele ano: “Mouth and Foot Artists”, “The Wheelchair”, “Sign Language” e “Guide Dogs”.

    A escolha deste conjunto de selos para peça do mês de dezembro relaciona-se com o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado a 3 de dezembro, salientando-se a necessidade de todas as instituições, incluindo os Museus, de pensarem os seus espaços e programações de modo a serem acessíveis a todos os cidadãos.

    O conjunto de envelope e selos integra a vasta coleção de filatelia do Museu da Saúde, composta por selos nacionais e internacionais, dedicados a temáticas da saúde.

  • Pintura. N.º de inventário: MS.00021

    Autor: Jaime Augusto Murteira (1910-1986)
    Data: 1925
    Coleção: Tuberculose

    Pintura a óleo sobre tela, de uma ruela com edifícios, à esquerda e à direita da imagem, que recortam um céu azul, em segundo plano. À direita, veem-se três figuras humanas junto a uma escadaria de acesso ao edifício. Nesta obra emprega manchas espatuladas espessas, com as quais constrói as figuras.

    Trata-se de uma pintura de Jaime Augusto Murteira, de 1925, pintor que se dedica sobretudo a paisagens rurais e do litoral. Inicia a sua formação oficial da Sociedade Nacional de Belas-Artes, em 1942, tornando-se discípulo de Frederico Aires e de António Saúde. Em 1954, obteve a primeira medalha em pintura daquela Sociedade e, mais tarde, o prémio Silva Porto do Secretariado Nacional de Informação (SNI).

    Pintor que integra tardiamente o Naturalismo, destaca-se pelas paisagens outonais e melancólicas do Ribatejo e pelas rústicas ruas de aldeias minhotas. Parte destas obras integram a coleção do Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha.

  • Metrónomo. N.º de inventário: MS.00963.

    Medidas: Alt. 24,00cm x Larg. 11,00cm x Prof. 11,00cm
    Coleção: Camilo Cardoso

    Fabricante: EAP – Établissements d´Applications Psychotechniques (França)
    Distribuidor: PSICO – Centro de Estudos e da Difusão em Psicologia, Lda. (Portugal)
    Incorporação: Doação da Associação de Antigos Alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

    Metrónomo, de caixa piramidal com base quadrangular. Contém um pêndulo constituído por uma haste com um peso móvel, fixa na parte inferior. Este, deslocando-se da direita para a esquerda, indica determinados andamentos. Com graduação numérica, a haste, tem variantes de andamentos de 40 a 208 BPM (batidas por minuto). Contém ainda uma chave para dar corda, na face lateral direita da pirâmide, uma vez que se move mecanicamente.

    Na face frontal do objeto apresenta duas etiquetas: “EAP / Ets D´Aplications Psychotecniques / 6, bis, Rue André Chénier / 92 – Issy-les-Moulineaux / France” e “Psico – Centro de Estudos e de Difusão em Psicologia, Lda. / aparelhos e teste psicotécnicos / R. Luís Pastor de Macedo, lote 29 – Lisboa 5”.

    Uma das finalidades desse artefacto era marcar o tempo, ou seja, o andamento da música, através de um clique auditivo. No contexto da coleção Camilo Cardoso, era utilizado no âmbito de testes psicotécnicos. Foi doado pela Associação de Antigos Alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, em abril de 2010.

  • Estojo de autópsias. Nº de inventário: MS.03552

    Dimensões: 36 x 22 x 7 cm

    Coleção de Anestesia Dr. Avelino Espinheira

    Manoel Constâncio era oriundo de uma família modesta do Sardoal. Por morte do pai, e com apenas 12 anos, começa a trabalhar como barbeiro e sangrador da vila. Revelando grande aptidão para o ofício e facilidade de aprendizagem, em 1750 ingressa como praticante de cirurgia no Hospital Real de Todos-os-Santos, em Lisboa.

    A partir daí, ascende rapidamente na vida profissional e social, vindo a tornar-se um dos mais ativos cirurgiões da capital. Foi também responsável pela reestruturação do ensino da cirurgia ao considerar fundamental um conhecimento profundo da anatomia humana, implementando a necessidade de os alunos realizarem dissecções cadavéricas frequentes.

    O objeto do mês é uma caixa retangular, de madeira, com numerosos instrumentos utilizados na realização de autópsias. Contém, entre outros, uma serra de Charriere, um martelo com gancho, dois afastadores, vários bisturis, sondas e agulhas.

    Este estojo foi utilizado durante o século XX, e faz parte da Coleção de Anestesia Dr. Avelino Espinheira, doada ao Museu da saúde em 2016.

  • Cadeira. N.º de inventário: MS.AE.864

    Dimensões: 96 cm x C. 50 cm x L. 50 cm

    Fotografia: Pedro Sadio

    O Hospital Dona Estefânia, cuja construção se iniciou em 1860 e foi inaugurado em 1877, foi mandado construir em homenagem à rainha D. Estefânia (1837-1859), mulher de D. Pedro V (1837-1861). A rainha, após uma visita ao Real Hospital São José, e impressionada com a promiscuidade com que na mesma enfermaria eram tratados crianças e adultos, manifestou o desejo de construir um hospital para crianças pobres e enfermas, para o que doou o seu dote de casamento.

    Esta cadeira de ferro, pintado de branco, pertenceu ao mobiliário em uso no 2.º quartel do séc. XX nas enfermarias dos Hospitais Civis de Lisboa (1913). Apresenta no espaldar a sigla ”HE” (Hospital Estefânia) ao passo que as cadeiras equivalentes nos restantes hospitais, do grupo dos Hospitais Civis de Lisboa, possuem a sigla ”HCL”.

    Faz parte do conjunto de objetos provenientes da Coleção de Anestesia Dr. Avelino Espinheira, doada ao Museu da Saúde em 2016.

     

  • Máquina de fechar bisnagas. Nº de inventário: MS.EQP.00324

    Medidas: 22 x 19,5 x 23 cm

    Coleção do medicamento

    Máquina de fechar bisnagas. Trata-se de um aparelho de metal utilizado para fechar manualmente bisnagas de cremes ou medicamentos.

    Funciona colocando-se a bisnaga na rampa de modo a que a guilhotina faça pressão e execute a dobragem da extremidade do tubo.

    Este utensílio foi utilizado durante a primeira metade do século XX, numa época em que muitos medicamentos eram ainda preparados manualmente em laboratórios ou nas farmácias. Faz parte de um conjunto de objetos doados pelos Laboratórios Delta, Lda.

  • Cartaz. N.º de inventário: MS.00664.

    Título: Sou livre, não fumo
    Data: 1980-2000

    Cartaz do Serviço de Educação Sanitária da Direção-Geral da Saúde para a educação para a saúde no contexto de campanhas de antitabagismo. Apresenta a fotografia de um rapaz e de uma rapariga a passear numa paisagem arborizada, envergando t-shirts com a frase impressa “Sou livre, não fumo”.

    A peça pertence a um conjunto de 26 cartazes para campanhas antitabágicas, realizadas em diferentes anos e em vários países. Integra a coleção de Cardiologia do Museu da Saúde, a qual é composta por diferentes instrumentos e aparelhos utilizados no âmbito da prática médica naquela especialidade.

    A escolha deste cartaz para peça do mês de maio está relacionada com o Dia Mundial Sem Tabaco, que se celebra a 31 de maio.

     

  • Cartaz. N.º de inventário: MS.00063

    Medidas: Alt. 41,00cm x Larg. 26,50cm

    Ilustrador: André Wilquin (1899-2000)
    Gráfica: Imp. Hélio-Cachan (Cachan, Seine)

    Cartaz intitulado Tôp Dépisté, Vite Guéri (Rastreado antecipadamente, Curado rapidamente), editado pelo Comité National de Défence Contre la Tuberculose, do Ministère de la Santé Publique et de la Population (França), para sensibilização da população para a importância do rastreio na profilaxia e no diagnóstico precoce da tuberculose pulmonar.

    O cartaz apresenta uma composição gráfica que remete para um exame radiológico onde um paciente se submete ao exame, o qual é realizado por um técnico equipado para o efeito. Por baixo da imagem surge a frase La Tuberculose reconnue dès son dêbut peut être plus efficacemment traitée (A tuberculose diagnosticada no início pode ser mais eficazmente tratada).

    Com esta Peça do Mês, o Museu da Saúde associa-se à comemoração do Dia Mundial da Radiologia (8 de novembro), apresentando um cartaz que destaca a importância do rastreio da tuberculose através de raio-x, técnica descoberta em 1895 por Wilhelm Conrad Röntgen (1845-1923), treze anos depois de Robert Koch (1843-1910) ter descoberto o agente etiológico da tuberculose. A aplicação do raio-x ainda hoje é utilizada como ferramenta de diagnóstico, existindo, no entanto, outros meios por imagem, nomeadamente a tomografia computadorizada.

  • Câmara de liofilização. N.º de inventário: MS.01121

    Dimensões: Alt. 28,50cm x Larg. 40,50cm x Prof. 30,00cm

    Câmara de liofilização de seis portas, modelo FDC206, produzida pela Savant.

    O equipamento, com seis torneiras e uma entrada, era utilizado para realizar a liofilização. Este processo, também designado por criodesidratação ou criosecagem, permite a desidratação de produtos uma vez que ocorre em condições especiais de pressão e temperatura.

    Os produtos previamente congelados são colocados na câmara de liofilização, onde o gelo vai passar diretamente do estado sólido para o estado gasoso (sublimação), devido à ação da baixa pressão. As propriedades nutritivas dos produtos, bem como o sabor, a cor e aromas mantêm-se, apesar da alteração do aspeto físico.

    Trata-se de um procedimento utilizado na indústria alimentar, mas também é útil na preservação de produtos sensíveis à temperatura, nomeadamente os de origem biológica, tais como enzimas, plasma sanguíneo, vacinas, etc.. Possivelmente foi utilizada num dos laboratórios do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

     

  • Fotografia. Nº de inventário: MS.01747.

    Dimensões: 32,5 x 29,5 cm

    Fotografia do Posto de Desinfeção Pública de Lisboa, construído, em 1894, nos terrenos da cerca do Convento das Francesinhas, junto ao Palácio de S. Bento. Tinha como atribuição a desinfeção de todos os materiais, habitações e outros locais que tivessem estado em contacto com doentes infetados com doenças de declaração obrigatória (febre tifoide, tifo exantemático, tuberculose, peste, cólera, entre muitas outras doenças infeciosas e/ou epidémicas).

    Em 1929, é ampliado e reformulado e adquire o nome de Parque Sanitário de Lisboa. Os terrenos e estruturas do Parque Sanitário permanecem sob alçada da Direção-Geral de Saúde até 1993, altura em que dão lugar a novos edifícios do Instituto Superior de Economia e Gestão.

    A fotografia faz parte de um conjunto de imagens do Parque Sanitário de Lisboa que representam as várias edificações, como, por exemplo, o armazém de material antiepidémico, o balneário, a lavandaria e as salas dos autoclaves. No Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa estão expostas reproduções destas fotografias, assim como outras do Posto de Desinfeção Marítima de Leixões, numa exposição organizada em parceria com o Museu da Saúde.