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Doenças Infeciosas
Doenças Infeciosas
Infeções sexualmente transmissíveis

As infeções sexualmente transmissíveis (IST) são infeções que se transmitem durante as relações sexuais através das mucosas da vagina, pénis, boca ou ânus. Para além destas mucosas, a pele da zona genital, o sangue, o sémen e outros fluidos corporais podem igualmente estar infetados pelos microrganismos (bactérias, vírus e parasitas) responsáveis pelas IST.

O Instituto Ricardo Jorge desenvolve atividades de diagnóstico laboratorial especializado, referência, vigilância e investigação em IST bacterianas (Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Treponema palllidum) e virais (HIV, Hepatite B/C e HPV, HSV2).

Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Treponema pallidum são bactérias responsáveis por IST. C. trachomatis é a IST bacteriana mais frequente em todo o mundo. Tais IST são frequentemente assintomáticas (sobretudo C. trachomatis) escapando por isso ao diagnóstico e ao tratamento adequados. Quando tal acontece, podem evoluir para situações clínicas graves, tais como infertilidade feminina (por C. trachomatis e N. gonorrhoeae), morte fetal e lesões cardíacas e/ou neurológicas (por T. pallidum).

Infeções Respiratórias

O Laboratório Nacional de Referência de Infeções respiratórias está vocacionado para o estudo de agentes infecciosos virais e bacterianos responsáveis por infeção respiratória, e agentes bacterianos que, podendo ser comensais do tracto respiratório superior, podem causar infeção sistémica grave. Inclui o Laboratório para o vírus da Gripe, o Laboratório de Tuberculose, o Laboratório de Neisseria meningitidis e o Laboratório de agentes respiratórios bacterianos dedicado a Haemophilus influenza e Corynebacterium diphtheriae.

Infeções Gastrointestinais

O Laboratório Nacional de Referência de Infeções Gastrointestinais (LNR) está subdividido em três laboratórios: Salmonella spp, Escherichia coli, Shigella spp, Yersinia spp, Listeria monocytogenes e outras bactérias entéricas; Campylobacter spp e Helicobacter spp; Giardia lamblia, Cryptosporidium spp e Entamoeba histolytica.

Este Laboratório tem como funções: desenvolver novas metodologias laboratoriais, implementar métodos de referência, participar na normalização de técnicas laboratoriais, assegurar o apoio técnico-científico aos laboratórios dos serviços de saúde, promover, organizar e garantir a avaliação externa da qualidade no âmbito laboratorial, bem como preparar e distribuir materiais de referência.

Infeções sistémicas e zoonoses

O Laboratório Nacional de Referência de Infeções Sistémicas e zoonoses é um Laboratório de Referência Nacional do Departamento de Doenças Infeciosas do Instituto Ricardo Jorge. Abrange três diferentes áreas: parasitologia, micologia, e virologia associadas a infecções sistémicas e zoonoses.

Tem como missão e principais objectivos a identificação dos agentes responsáveis ​​por infeções sistémicas e zoonóticas humanas, o desenvolvimento de novas metodologias de diagnóstico laboratorial de referência, a formação de profissionais, serviços de consultoria em diagnóstico laboratorial de referência e de investigação científica, a identificação dos indicadores epidemiológicos de infecções activas e / ou virulência e a vigilância epidemiológica laboratorial.

Resistência aos antimicrobianos

O Instituto Ricardo Jorge desenvolve atividade na área da resistência aos antibióticos, através do Laboratório Nacional de Referência das Resistências aos Antimicrobianos (LNR-RA), do Departamento de Doenças Infeciosas.

O LNA-RA encontra-se estruturado em 5 setores que funcionam de forma concertada (Setor de Referência, Setor de Bacteriologia, Setor de Bioquímica, Setor de Biologia molecular e Setor Bioinformático).

Doenças evitáveis pela vacinação

O Laboratório Nacional de Doenças Evitáveis pela Vacinação, acreditado pela Organização Mundial da Saúde para os vírus Polio, do Sarampo e da Rubéola, tem como missão a vigilância das Paralisias Flácidas Agudas (PFA) no âmbito do Plano de Ação Pós-Eliminação do Programa Nacional de Erradicação da Poliomielite bem como a confirmação laboratorial de todos os casos de suspeitos de Poliomielite, Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congénita e de todos os casos de Declaração Obrigatória (DDO) correspondentes a estes agentes virais.

Neste Laboratório é efetuado o diagnóstico laboratorial para os vírus Polio, do Sarampo, da Rubéola, da Parotidite Epidémica e da Varicela-Zoster utilizando para o efeito técnicas laboratoriais indiretas (pesquisa de anticorpos) e diretas (detecção de ácidos nucleicos, isolamento e tipificação viral).

É igualmente da sua competência efetuar o diagnóstico pré-natal da infeção pelos vírus da Rubéola e Varicela-Zoster bem como a confirmação laboratorial dos casos de infeção congénita por estes vírus.

Ainda no âmbito das doenças evitáveis pela vacinação mas do foro bacteriano, também é efetuado o diagnóstico laboratorial para Bordetella pertussis, utilizando-se não só técnicas laboratoriais de deteção indireta (pesquisa de anticorpos) como de detecção direta (deteção de ácidos nucleicos e isolamento).

Estudos de vetores e doenças infeciosas

As doenças associadas a vetores definem-se como infeções cujos microrganismos patogénicos são transmitidos de um indivíduo infetado para outro através da picada de um vetor, usualmente artrópodes como mosquitos ou carraças, algumas vezes com a interação de outros animais que servem como hospedeiros intermediários.

Aproximadamente metade da população mundial está infetada com um destes agentes, o que resulta em taxas de morbilidade e mortalidade elevadas. A distribuição da incidência destas doenças é muito desproporcionada, com um impacto avassalador nos países em desenvolvimento localizados nas zonas tropicais e sub-tropicais.