“Aleitamento Materno – Um alicerce para a vida”

05-10-2018

“Aleitamento Materno – Um alicerce para a vida” foi o tema da Semana do Aleitamento Materno, que em Portugal se assinala de 1 a 5 de outubro. O arranque da Semana teve início com a Conferência Internacional de Aleitamento Materno 2018, que decorreu no Hospital de Magalhães Lemos (Porto), no dia 28 de setembro.

Estiveram em análise na conferência os desafios colocados pelas desigualdades, crises e pobreza que marcam a atualidade global, destacando-se o papel do aleitamento materno como um dos mais importantes alicerces para uma boa saúde ao longo da vida das crianças e das mães. Os recém-nascidos que são amamentados na primeira hora têm benefícios insubstituíveis. Em Portugal, 84,1% dos bebés são amamentados durante a primeira hora após o nascimento, sendo esta percentagem superior nos hospitais e maternidades amigos dos bebés (86,1%).

A nível global, o cenário é diferente, estimando-se que três em cada cinco bebés – ou 78 milhões – não são amamentados na primeira hora de vida, o que os coloca em maior risco de morte e doença e os deixa menos aptos a serem amamentados mais tarde, segundo o relatório “Capture the moment” publicado pela UNICEF e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em agosto. A grande maioria destes bebés nasce em países de baixo e médio rendimento.

Nas últimas duas décadas, registou-se em Portugal uma evolução positiva nas práticas de aleitamento materno aos três e quatro meses, tendo duplicado a prevalência de mulheres a amamentar em exclusivo, segundo um estudo do Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge e da Escola Nacional de Saúde Pública. Este trabalho teve por base dados de quatro Inquéritos Nacionais de Saúde (1995/96 – 1998/99 – 2005/06 – 2014).

Numa amostra constituída por 5912 mulheres com idades entre 15 e os 55 anos, a percentagem de mulheres residentes no Continente que amamentaram em exclusivo pelo menos até aos três meses aumentou de forma estatisticamente significativa, de 34,6% em 1995/96 para 60,6% em 2014. Também a percentagem de mulheres respondentes que amamentaram em exclusivo pelo menos até aos quatro meses aumentou de forma estatisticamente significativa, passando de 26,8% (1995/96) para 53% (2014) no Continente e de 41,2% (2005/06) para 48,5% (2014) em Portugal.

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