AGOSTO 2012

17-08-2012

Fotografia – [Sanatório Popular de Lisboa – Galeria de Cura] – N.º de inventário: MS.FOT.01081

Coleção: Tuberculose

Fotografia da Galeria de Cura do Sanatório Popular de Lisboa pertencente à A.N.T. (Assistência Nacional aos Tuberculosos), instituição criada por Sua Majestade a Rainha D. Amélia no ano de 1899.

Este Sanatório foi mandado edificar no Lumiar por D. Amélia, em 1909, à época designado por Hospital do Repouso de Lisboa. Com a República alterou o seu nome para Sanatório Popular de Lisboa e, em 1975, foi novamente rebatizado, agora em homenagem ao Professor Doutor Francisco Pulido Valente.

Na imagem é visível a Galeria de Cura para senhoras, as quais repousam nas designadas Cadeiras de Cura do Sanatório, espaço de internamento para doentes onde eram prestados cuidados clínicos, alimentação saudável e repouso físico e psíquico.

No final de Oitocentos e princípio do século XX, devido ao flagelo social que foi a Tuberculose, a Rainha D. Amélia reuniu esforços para criar a A.N.T., instituição particular para auxílio da população. Tinha por principais objetivos a construção de Hospitais Marítimos, Sanatórios, Dispensários e Institutos nas sedes de Distrito, de modo a prestar aplicações terapêuticas, bem como a apoiar economicamente os doentes carenciados. Era igualmente uma forma de reduzir as fontes de contágio.

Na época, e especialmente até à descoberta da BCG (Bacillus Calmette-Guérin), as medidas terapêuticas passavam pela hiperalimentação e pelo repouso em condições climatéricas julgadas adequadas. Assim, considerava-se que para a tuberculose óssea o clima adequado seria o da orla marítima e a exposição solar, para a tuberculose de evolução crónica aconselhava-se o ar rarefeito da montanha e para a tuberculose rápida, a planície, onde o ar não era tão rarefeito.

Em Lisboa, o Sanatório foi construído no Lumiar por ser à época uma zona rural e arejada, próxima da cidade.

 

imagem do post do AGOSTO 2012