ABRIL 2020

01-04-2020

Escarrador público. N.º de inventário: MS.00036.

Proveniência: Instituto Central de Higiene

Escarrador de cobre e zinco, modelo da Assistência Nacional aos Tuberculosos (ANT), objeto cilíndrico de metal, com um reservatório em cerâmica, pertencente ao antigo Instituto Central de Higiene, atualmente Instituto Nacional de Saúde Pública Doutor Ricardo Jorge.

Estes objetos, de dimensões e formatos diferentes, tornaram-se comuns no final do século XIX especialmente nos edifícios públicos. O seu aparecimento acontece no contexto das medidas preventivas para limitar o contágio da tuberculose, doença endémica em Portugal de morbilidade e mortalidade avassaladoras.

De facto, as últimas descobertas na área da microbiologia, nomeadamente a identificação do microrganismo (Mycobacterium tuberculosis) responsável pela doença, por Robert Koch, em 1882, e o entendimento das fórmulas de contágio pela expetoração, permitiram encetar estratégias higiosanitárias de combate. O isolamento dos doentes, as curas pelo clima, o repouso, as dietas ricas constituíram as primeiras tentativas de tratamento e de contenção do contágio.

Também a proibição de escarrar para o chão, com legislação aprovada em 1902, constituiu uma dessas medidas de saúde pública em Portugal. A mesma lei tornou ainda obrigatório a existência de escarradores nos edifícios públicos, e é nesse contexto que surgem objetos como o Escarrador Público do Museu da Saúde.

 

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