ABRIL 2015

15-04-2015

Caixa de sulfato de quinina em comprimidos com o símbolo dos Serviços Anti-Sezonáticos – D. G. S. – Nº de inventário: MS.MDC.00518

Coleção da Malária

Sulfato de quinina

Até à primeira metade do século XX a malária era uma das principais causas de morte no país. A quinina, um alcalóide com propriedades antipiréticas, analgésicas e antimaláricas, foi um dos primeiros medicamentos a revelar-se eficaz no tratamento da doença.

Trazida do Brasil, em 1806 por Bernardino Gomes (1768-1823), as cascas da quina – conhecidas como Kina pelos índios – foram analisadas por este médico, que isolou um princípio ativo contido na infusão feita a partir das cascas, a que chamou “chichonio”.

Na década de 30 do século XIX, Maillot, um médico militar, começou a utilizar doses maiores de quinina que se tornaram eficazes no combate à doença.

Manteve-se como o principal fármaco antimalárico até à década de 1940, quando caiu em desuso devido aos efeitos adversos. Desde então, foram introduzidos diversos medicamentos antimaláricos eficientes, limitando-se o seu uso, nos finais do século XX, às formas severas como a malária cerebral ou às formas resistentes à resoquina. É utilizado também em regiões pobres, devido ao seu baixo custo.

Este objeto integra a coleção da Malária do Museu da Saúde. A coleção provém do antigo Instituto de Mariologia em Águas de Moura (Palmela), organismo criado em 1938, cuja ação foi determinante no processo de erradicação da Malária em Portugal.

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