11.º Workshop Rede de Vigilância de Vetores – REVIVE

12-04-2019

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge promoveu, dia 12 de abril, no seu Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas (CEVDI) Doutor Francisco Cambournac, em Águas de Moura (Palmela), o 11.º Workshop da Rede de Vigilância de Vetores – REVIVE. A iniciativa, que contou com a participação de mais de 70 profissionais de saúde, teve como principal objetivo apresentar os resultados nacionais e regionais desta Rede relativos a 2018.

O encontro permitiu ainda debater algumas das implicações em saúde pública do REVIVE e trocar experiências entre os vários participantes na Rede tanto a nível nacional como regional. Foram ainda apresentadas duas comunicações sobre a utilização da técnica de insetos estéreis (SIT) contra espécies invasoras de Aedes na Europa e sobre a caracterização das espécies de Rickettsia em carraças recolhidas de humanos

O programa REVIVE, coordenado pelo Instituto Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Doenças Infeciosas, tem como objetivos monitorizar a atividade de artrópodes hematófagos e caracterizar as espécies e sua ocorrência sazonal. A Rede visa também identificar agentes patogénicos importantes em saúde pública, dependendo da densidade dos vetores, o nível de infeção ou a introdução de espécies exóticas para alertar para as medidas de controlo.

A criação do REVIVE, em 2008, deveu-se principalmente à necessidade de instalar capacidades nas diversas regiões, visando aumentar o conhecimento sobre as espécies de vetores presentes, sua distribuição e abundância, impacte das alterações climáticas, explicar o seu papel como vetores e para detetar espécies invasoras em tempo útil, com importância na saúde pública. O Instituto Ricardo Jorge, como autoridade competente na vigilância epidemiológica, formação e divulgação de conhecimento, participa no REVIVE através do CEVDI, coordenando a atividade deste grupo.

As doenças transmitidas por vetores resultam da infeção de humanos e outros animais por artrópodes hematófagos como mosquitos, carraças e flebótomos. Estas doenças são evitáveis, já que os métodos de controlo e prevenção são amplamente conhecidos, sendo necessário conhecer a área geográfica de distribuição para que possam ser estabelecidas medidas, de forma a mitigar os efeitos na população.

imagem do post do 11.º Workshop Rede de Vigilância de Vetores – REVIVE